Minha e Nossa Co-geradora
A realidade concreta é uma "expressão" direta de Deus, por assim dizer. No momento em que Ele age "concretamente", como costumamos nos referir à nossa vida neste mundo, temos, de imediato, o Cosmos tal qual o conhecemos. A concretude da vida humana no espaço-tempo é um dos aspectos da expressão divina. Não apenas participamos de Sua Criação como somos o centro dela em sua concepção existencial.
A vinda de Cristo para o mundo "religou" (relegere, de onde deriva a palavra "religião") o homem a Deus não pela ascenção do homem, mas pela infinita humildade de Deus que desceu de sua infinitude para a limitadora finitude humana. A Virgem Maria, sendo criada por Deus e geradora Dele em seu ventre é, ao mesmo tempo, filha e Mãe de Deus; e ao ser concebida pelo Espírito Santo é, também, esposa de Deus. Portanto, se Cristo religa o homem a Deus, Maria é, também, sua via de ligação para com Ele. Não sei se essa via de ligação ocorre porque Maria foi "apenas" o instrumento que Deus precisava para ungir Seu filho em no ventre materno, mas Deus é infinitamente grato a Maria por Ela ter se colocado ao serviço integral de Deus. É aí que mora o poder Dela. Ela é co-participante da descida de Deus a este mundo, sem a qual, pela lógica implícita do plano divino, a vinda de Cristo seria impossível. A Virgem Maria está logo abaixo da Trindade Santa na medida em que é a pessoa mais devota da História na sua entrega total ao próprio Deus que a gerou, que "casou" com Ela e que foi seu filho.
Quando o Grupo São José relata, pela mística cristã, que Maria é co-geradora da vida humana, seus membros querem dizer que Ela não só gerou Cristo mas TODA a humanidade A PARTIR da vinda de Cristo. Vou ser mais claro: depois de Sua asunção, Maria passou a ser, no plano da Transcendência, uma via pela qual o próprio Deus gera a vida humana. Sim, Deus é a fonta da vida, mas Maria participa dessa geração exatamente como gerou Cristo na Terra. Deus e Ela reproduzem o papel, no meu limitado entender, que um casal humano tem neste mundo. Deus não só "casou-se" com Maria no plano espaço-temporal, mas vez dela uma Mãe infinitamente geradora de toda a vida humana no plano da eternidade! Ademais, há relatos místico de Maria ter dado "ordens" à Deus na medida em que se dirigiu a Ele, em situações extremamente específicas, com a palavra "querer". Aí temos de ter extremo cuidado, porque não faz sentido e é ilógico que Maria imponha Sua vontade sobre um Deus onisciente e onipotente. Isso iria de contrário à própria definição de Deus. Portanto, não faria sentido.
Mas me questiono: se Maria coloca Sua vontade em casos muito específicos, não seria porque Ela, revestida de Sol (Deus, a clarividência absoluta), tem acesso à onisciência divina na medida em que Deus permite? E se ela "contraria" Deus, não seria porque há mais planos perfeitos possíveis no plano da realidade humana e transcendente? Em outras palavras: Deus comporta em seu seio, como aspecto de Seu ser, a capacidade de gerar múltiplos planos perfeitos entre-cruzados que NÃO se anulam uns aos outros?
O plano de Deus não só trancende TODA E QUALQUER concepção humana, como é fundamento dela mesma. Maria tem o privilégio eterno e infinito de participar do plano Dele como filha, esposa e Mãe de Deus e, de quebra, de gerar diretamene em Seu seio espiritual toda a vida humana sobre a Terra. Querem Mãe melhor do que essa, que gira o mundo para aconchegar-lhe com o amor infitino? Eu não.
A vinda de Cristo para o mundo "religou" (relegere, de onde deriva a palavra "religião") o homem a Deus não pela ascenção do homem, mas pela infinita humildade de Deus que desceu de sua infinitude para a limitadora finitude humana. A Virgem Maria, sendo criada por Deus e geradora Dele em seu ventre é, ao mesmo tempo, filha e Mãe de Deus; e ao ser concebida pelo Espírito Santo é, também, esposa de Deus. Portanto, se Cristo religa o homem a Deus, Maria é, também, sua via de ligação para com Ele. Não sei se essa via de ligação ocorre porque Maria foi "apenas" o instrumento que Deus precisava para ungir Seu filho em no ventre materno, mas Deus é infinitamente grato a Maria por Ela ter se colocado ao serviço integral de Deus. É aí que mora o poder Dela. Ela é co-participante da descida de Deus a este mundo, sem a qual, pela lógica implícita do plano divino, a vinda de Cristo seria impossível. A Virgem Maria está logo abaixo da Trindade Santa na medida em que é a pessoa mais devota da História na sua entrega total ao próprio Deus que a gerou, que "casou" com Ela e que foi seu filho.
Quando o Grupo São José relata, pela mística cristã, que Maria é co-geradora da vida humana, seus membros querem dizer que Ela não só gerou Cristo mas TODA a humanidade A PARTIR da vinda de Cristo. Vou ser mais claro: depois de Sua asunção, Maria passou a ser, no plano da Transcendência, uma via pela qual o próprio Deus gera a vida humana. Sim, Deus é a fonta da vida, mas Maria participa dessa geração exatamente como gerou Cristo na Terra. Deus e Ela reproduzem o papel, no meu limitado entender, que um casal humano tem neste mundo. Deus não só "casou-se" com Maria no plano espaço-temporal, mas vez dela uma Mãe infinitamente geradora de toda a vida humana no plano da eternidade! Ademais, há relatos místico de Maria ter dado "ordens" à Deus na medida em que se dirigiu a Ele, em situações extremamente específicas, com a palavra "querer". Aí temos de ter extremo cuidado, porque não faz sentido e é ilógico que Maria imponha Sua vontade sobre um Deus onisciente e onipotente. Isso iria de contrário à própria definição de Deus. Portanto, não faria sentido.
Mas me questiono: se Maria coloca Sua vontade em casos muito específicos, não seria porque Ela, revestida de Sol (Deus, a clarividência absoluta), tem acesso à onisciência divina na medida em que Deus permite? E se ela "contraria" Deus, não seria porque há mais planos perfeitos possíveis no plano da realidade humana e transcendente? Em outras palavras: Deus comporta em seu seio, como aspecto de Seu ser, a capacidade de gerar múltiplos planos perfeitos entre-cruzados que NÃO se anulam uns aos outros?
O plano de Deus não só trancende TODA E QUALQUER concepção humana, como é fundamento dela mesma. Maria tem o privilégio eterno e infinito de participar do plano Dele como filha, esposa e Mãe de Deus e, de quebra, de gerar diretamene em Seu seio espiritual toda a vida humana sobre a Terra. Querem Mãe melhor do que essa, que gira o mundo para aconchegar-lhe com o amor infitino? Eu não.
Marcadores: Deus, vida, Virgem Maria
