Deus, Terra e Humanidade

"O que está em jogo no mundo não é portanto um mero conflito entre ideologias, mas sim a probabilidade de sobrevivência espiritual da humanidade num mundo onde todas as opções ideológicas díspares e antagônicas se uniram num pacto entre inimigos para varrer da face da Terra o legado das antigas religiões" (Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições" p. 302)

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Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

O império mundial da burla - por Olavo de Carvalho

Reproduzo aqui em meu blog o texto de Olavo de Carvalho publicado no Diário do Comércio de 14 de dezembro de 2009 sobre a montagem de um governo mundial através de informações forjadas, manipulação e demolição das consciências pelo uso das comunicações de massa.

Se alguém acredita em aquecimento global e que ele deve ser resolvido mediante ações política globais, eu então pergunto: como poderemos resolver algo em uníssono sem antes delegar autoridade à alguém que faça valer tais "soluções"?

Boa leitura:

"Tutto è burla nel mondo"
(Falstaff, na ópera de Verdi)

Até umas décadas atrás, o jornalismo refletia a convivência, ora pacífica, ora conflitiva, das três forças que determinavam a sua orientação: o orgulho profissional dos jornalistas, que concorriam entre si na tarefa de informar mais e melhor; os objetivos econômicos dos empresários de mídia; e os diferentes interesses políticos que, através desses dois grupos, disputavam a hegemonia sobre as redações. A variedade das combinações possíveis, num ambiente de concorrência capitalista e liberdade democrática (mesmo em situações políticas não totalmente democráticas), demarcava os perfis dos diferentes órgãos de mídia, desde os grandes jornais e redes de TV até os tablóides de propaganda ideológica e os programas radiofônicos das mais modestas estações do interior.

Nos anos recentes, tudo mudou.

1) Por toda parte, a propriedade dos órgãos de mídia concentrou-se nas mãos de empresas multinacionais bilionárias, associadas ao projeto de governo mundial e dispostas a sofrer por ele até mesmo vultosos prejuízos financeiros, que por outro lado não as prejudicam de maneira alguma, de vez que são amplamente compensados por lucros obtidos em outros negócios. A tremenda queda de prestígio e a quase falência de jornais como o New York Times ou o Los Angeles Times não os induziu a mudar no mais mínimo que fosse as respectivas orientações políticas que puseram seus leitores em fuga: ao interesse financeiro imediato de uma empresa em particular sobrepõem-se os interesses estratégicos maiores dos grupos empresariais que a controlam de longe.

2) Desde que as maiores universidades, em quase todos os países do Ocidente, caíram sob o domínio de intelectuais ativistas imbuídos da mentalidade "pós-moderna" e "desconstrucionista", isso teve um efeito letal sobre a formação profissional dos jornalistas: a simples noção de objetividade jornalística não pode sobreviver num ambiente cultural onde a crença em verdades objetivas é tratada como um resíduo supersticioso de épocas bárbaras e um odioso instrumento de opressão capitalista. Se a obrigação dos intelectuais já não é mais buscar a verdade, mas apenas dar apoio a causas feministas, gayzistas, abortistas, globalistas e socialistas, mesmo aquele que não tenha grande entusiasmo pessoal por essas causas fica desprovido de um critério de veracidade pelo qual possa julgá-las, e acaba colaborando com elas, no mínimo, por omissão.

3) A convergência desses dois fatores gerou, como era de se esperar, a uniformização ideológica da mídia em escala mundial, transformando jornais, estações de rádio e redes de TV num maciço e coerente aparato de propaganda que cada vez menos admite divergências e cada vez mais se empenha em selecionar as notícias segundo sua conveniência política, desprezando cinicamente os critérios tradicionais de objetividade. O noticiário fraudulento, que num ambiente de concorrência capitalista normal acabava sempre sendo dissolvido pela variedade das abordagens jornalísticas mutuamente contraditórias, tornou-se a norma imperante, só contestada em publicações menores e em alguns sites de jornalismo eletrônico, facilmente neutralizados como "loucos", "teóricos da conspiração", "fofoqueiros da internet" etc.

Em resultado, os acontecimentos mais decisivos são freqüentemente mantidos fora do horizonte de visão do público, enquanto lendas, mentiras e imbecilidades úteis à causa comum do globalismo e da militância jornalística são alardeadas nos quatro quadrantes da Terra como verdades definitivas, sem que se ouça uma única voz de protesto contra a fraude geral. Trabalhando em uníssono com o show business, com as fundações culturais bilionárias e com os organismos administrativos internacionais, o jornalismo tornou-se pura propaganda, amparada num eficiente sistema de exclusão e boicote que só os mais valentes, cada vez mais raros, ousam enfrentar.

As grandes empresas jornalísticas já não têm nem mesmo a preocupação de camuflar a uniformidade mundial das campanhas que promovem: outro dia, 44 dos 56 maiores jornais do mundo publicaram o mesmo editorial, repetido em toda parte ipsis litteris, em favor da centralização do poder em escala mundial, para salvar o planeta de riscos aliás perfeitamente inexistentes.

Quase ao mesmo tempo, a Rede Globo, dominadora absoluta da audiência e portanto da formação da mentalidade pública neste país, exibiu novamente, como dado científico comprovado, o famoso gráfico de Al Gore, em que duas curvas, uma assinalando os aumentos das emissões de CO2, outra as elevações da temperatura terrestre, se superpõem harmoniosamente, "provando" a origem humana do aquecimento global.

Nos meios científicos, não há um só profissional idôneo que engula essa fraude grotesca. Todo mundo sabe que as curvas são similares, sim, mas que as elevações de temperatura antecedem e não se sucedem ao aumento das emissões de CO2 , isto é, que Al Gore inverteu propositadamente causa e efeito para fomentar a campanha do imposto mundial.

Já o escândalo do "Climagate", em que prestigiosos cientistas foram surpreendidos tramando falsificação de dados, vem sendo abafado por todos os meios possíveis: se você depender do New York Times ou da CNN para informar-se a respeito, não ficará jamais sabendo de nada, ou pelo menos terá a impressão de que a vigarice de alguns pesquisadores isolados não afeta em nada a confiabilidade das teses dominantes quanto ao aquecimento global. Impressão falsa. Philip Jones, Keith Briffa e Michael Mann, os pesquisadores de East Anglia pegos de calças na mão, são os principais autores dos dois relatórios da ONU que servem de base à campanha do imposto global, isto é, da extorsão global de três bilhões de dólares para salvar o mundo de uma ameaça forjada (v. http://www.telegraph.co.uk/comment/columnists/ christopherbooker/6738111/Climategate-reveals-the-most-influential-tree-in-the-world.html).

Do mesmo modo, os órgãos da "grande mídia" não publicam uma só linha quanto aos processos que a jornalista austríaca Jane Burgermeister está movendo contra a Organização Mundial da Saúde, o governo Obama e algumas poderosas indústrias farmacêuticas. As vacinas contra gripe suína, já obrigatórias em alguns Estados americanos, e que a presidência Obama pretende impor a todo o país, estão contaminadas com o vírus da gripe aviária, muito mais perigosa: é o que afirma Burgermeister, sustentando suas palavras com ações que não são de ordem a tornar a sua existência nem um pouco mais confortável (v. www.theflucase.com). Para impor a obrigatoriedade da vacinação, o governo americano e a OMS promoveram uma campanha alarmista, com forte apoio de jornais, TVs, universidades, instituições científicas e artistas de Hollywood, exagerando brutalmente os riscos da gripe suína. Agora, que as vacinas estão matando muito mais gente do que a própria gripe, a mídia e as autoridades se calam ominosamente, mostrando que não estão interessadas na saúde do público mas em proteger os autores de uma fraude genocida. E notem: os envolvidos nessa fraude são os mesmos apóstolos do imposto global, assim como os meios usados para ludibriar o público são os mesmos em ambos os casos: a propaganda maciça em escala mundial, travestida de "jornalismo", e a supressão sistemática dos fatos indesejáveis.

Cada vez mais, entramos num novo mundo onde não se poderá confiar em nenhuma instituição, em nenhuma autoridade, em nenhum prestígio, e onde cada um terá de buscar a verdade por seus próprios meios, se os tiver. Como a maioria não os tem, será cada vez mais difícil encontrar alguma diferença entre esse novo mundo e o império global da burla anunciado pelos profetas e pelo Falstaff de Verdi.



Fonte: http://www.olavodecarvalho.org/semana/091214dc.html

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Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

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ORAI E VIGIAI...

Fantástica caixa de ressonância

O programa Fantástico é pura e simplesmente uma caixa de ressonância da Nova Ordem Mundial. Obcecado pelo "aquecimento global", todos os domingos são exibidas reportagens sobre a catástrofe ambiental vindoura, com a Europa fritando, tornados aos montes no Brasil (como se eles nunca tivessem existidos por aqui) e os oceanos engolindo grandes cidades do mundo.

Apenas me pergunto: como é possível classificar como certeza e consenso uma previsão sobre uma dinâmica ultra-complexa e parcialmente desconhecida para daqui cem anos? Será que a mídia não é capaz de ver a estupidez atroz que é levar isso a sério? A enxurrada de incertezas envolvendo essa questão é tão absurda que a opinião em bloco sobre o assunto já desqualifica, no ato, a conclusão. Mas o Fantástico não pensa assim, nem a ONU e nem os agentes da Nova Ordem Mundial que, empenhados em impor ao mundo uma burocracia global, tentam constantamente jogar para o alto um projeto absurdo como o da Conferência de Copenhague para que, cedo ou tarde, ele seja aceito pelas elites políticas do mundo inteiro. Prevendo transferência de 10 trilhões de dólares nos próximos anos dos países ricos para os pobres (isso mesmo, 10 trilhões, e não bilhões) para tentar frear o "aquecimento global", questiono-me que poder supranacional será capaz de lidar com tamanha fortuna em circulação. Se vocês já ouviram falar em "burocracia", eis a reposta mais provável.

Nem mesmo o escândalo sobre as fraudes "científicas" de "cientistas" pró-aquecimento global (ver as reportagens da MetSul Meteorologia publicadas em http://www.metsul.com/blog - edição do mês de novembro de 2009) foram capazes de abalar e legitimidade das previsões catastróficas. Rapidamente abafado pela imprensa brasileira (a Zero Hora publicou duas breves reportagens sobre o assunto depois do dia 23 de novembro, a segunda desqualificando o escândalo), o chamado Climategate não abalou a fé inquebrantável no aquecimento, e jornais e tevês continuam a alardear a catástrofe vindoura para todo o planeta.

O Fanstástico, além de alardear com um fanatismo monstruosamente flagrante as "mudanças climáticas", apenas esqueceu de explicar porque, a partir de janeiro de 2007, todas as demais grandes televisões do mundo começaram a alardear o mesmo problema.

p.s.: o Globo Repórter também não fica atrás na competição de quem repassa adiante as informações da Nova Ordem Mundial. Obceado pela saúde corporal, a mais imediata e superficial preocupação de equilíbrio do ser humano, o programa da Globo bate constantemente na mesma tecla: comer bem para ser feliz. E só. Espírito e mente ficam em segundo plano. Tudo se resolve com uma banana, classificada pela casta científica autoproclamada salvadora da humanidade com uma dos 89372523897 de elementos capazes de fazer de nossas vidas um paraíso na Terra.

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O golpe da imprensa

"Demos uma reposta a Chávez, como demos a Evo Morales, ao senhor Correa, e como estamos dando diariamente a dom Lula da Silva e à senhora Kirchner, que têm um ódio contra nosso país, sem que tenhamos feito absolutamente nada mais que decidir nosso destino."

"Acredito que esta é uma mensagem a todos os homens que tentam dominar um país por meio do dinheiro, da força ou do petróleo, como está fazendo Chávez, a quem Honduras disse: aqui, não mais. [Chávez] é um transtornado que não tem capacidade de vir impor absolutamente nada."

As frases acima são do presidente legítimo de Honduras, Roberto Micheletti, a quem a imprensa nacional continua chamando de golpista, ainda que em menor frequência.

Com a votação do congresso hondurenho contra a volta de Zelaya ao poder, por 111 a 14, parece que o ex-presidente não tem mais saída. Agora ele ficará lá, confinado na embaixada brasileira e fazendo de nosso território uma verdadeira casa-da-mãe-Joana. A flagrante interferência do governo brasileiro em conluio com a camaradagem do Foro de São Paulo acabou naufragando, não apenas pela votação do congresso como pela votação nas urnas, que elegeu um opositor de Zelaya para presidente (apesar de Porfírio Lobo ser do mesmo partido a que pertencia Zelaya, nunca é demais lembrar que o ex-presidente, antes um direitista, traiu sua própria base eleitoral e contrariou seu próprio partido, destruindo grande parte de seu capital político).

Mas parece que a retirada de Zelaya do poder por meios legais, a oposição massiça da elite política à sua pseudo-autoridade e a rejeição nas urnas não é o suficiente para comover os corações de mocinhos de muitos jornalistas. Rodrigo Lopes, da Zero Hora, continua a chamar o governo hondurenho de "golpista" e a escrever reportagens em lamento à situação. Esquece (ou ignora) ele que grande parte de Honduras sabe o que fez Zelaya com aquele país, forçando uma crise política para impor a ordem dos comunistas em ascenção no continente. Golpe é fazer classificação mentirosa contra uma ação legítima para proteger um país sufocado pelo imperialismo estrangeiro.

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