O pessoal do Foro de São Paulo age em duas frentes para recolocar Zelaya no poder de Honduras: de um lado cria deliberadamente, tentando ocultar com as mentiras cínicas de Celso Amorim, uma situação desagradável para Honduras e o Brasil ao tramarem a ocupação da embaixada brasileira. De outro agem nos altos bastidores: recorrem à diplomacia, ao governo americano e à ONU, onde Lula, em discurso na Assembléia Geral da organização no dia de hoje, foi aplaudido ao exigir a volta de Zelaya ao poder. Vocês vêem alguma conexão aí? Para mim parece claro, ainda que não possa definir com exatidão o que está acontecendo nas relações dos "de cima" com os "de baixo".
A entrada de Zelaya na embaixada brasileira foi totalmente armada. Em primeiro lugar, por que haveria o Brasil de manter uma representação diplomática num país cujo governo não reconhece? Em segundo lugar: como explicar que Zelaya "foi parar" na embaixada brasileira? A primeira pergunta pode ser respondida de modo geral com a seguinte resposta: o Brasil, em vistas aos contatos do o Foro de SP, já sabia que poderia utilizar sua força diplomática para pressionar o governo interino de Honduras (
http://www.videversus.combr/index.asp?SECAO=80&SUBSECAO=0&EDITORIA=18948). Ademais, Zelaya foi colocado dentro do país por um avião venezuelano, vindo da Nicarágua (cujo governo está no Foro) com escala não autorizada em El Salvador, e chegou de carro de uma embaixada sul-americana (que não a venezuelana) dentro do porta-malas.
Quando Celso Amorim diz que está "surpreso" com o ocorrido, é óbvio que ele está mentindo cinicamente, e mais cínico ainda é fazer a frente para pressionar Honduras "desde cima" com os poderes internacionais constituídos. É de interesse do governo americano não ter confusões na América Latina. Não exatamente pelos possíveis conflitos na região, historicamente zona de segurança para o país, em especial o Caribe, mas porque o Partido Democrata mantém relações junto aos altos escalões do Foro de São Paulo (ver o livro do Heitor de Paola
, O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial). O Foro de SP mantém contato com o Diálogo Interamericano,
thin-thank dos democratas, e pratica intercâmbio estratégico com nossos queridos amigos comunistas (
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060605dc.html). Ademais, Obama não só prefere manter-se imaculado para não sujar as mãos na confusão como não pode dar na vista sua real posição. Como presidente eleito de forma altamente suspeita (resumido em
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090730dc.html), Obama torna-se desmoralizado, não perante à opinião pública americana que desconhece sua situação, mas perante os grupos que o elegeram e que podem jogá-lo de um lado ao outro através da ameaça de destruir com sua carreira. São esses grupos que, atrelados ao Foro de SP, sustentam pela diplomacia uma ordem política artificial e homogeneizadora, distendendo as tensões na América Latina através da colocação dos presidentes que participem de seus círculos. É o casamento da Nova Ordem Mundial com o Foro de São Paulo.
A ONU, organismo recheado por relatórios em apelo à homogenização das políticas mundiais, é evidentemente a favor da restauração da "normalidade" em Honduras, e não surpreende que Lula, fundador do Foro de SP, seja aplaudido pelos globalistas quando exige a reposição de Zelaya ao poder.
Zelaya, depois de desobedecer à ordem constitucional de não realizar um referedo às vésperas das eleições, contrariando o Judiciário e o Congresso, além de abandonar as bases eleitorais de seu próprio partido, insistiu no crime obstinadamente e, com respaldo da Constituição, foi legalmente deposto (
http://pdba.georgetown.edu/Constitutions/Honduras/hond5.htmal, ver em sequências os artigos 4 - cláusula pétrea -, 373, 374 e 323). O exército de Honduras agiu em defesa da ordem legal, cujo ato
não foi golpe. E o que temos em cima disso? Uma orquestração internacional contra a ordem e a soberania hondurenha, utilizando a ONU, o governo americano (a secretária Hillary Clinton pediu diversas vezes a reposição de Zelaya ao poder), a OEA (
http://www.olavodecarvalho.org/semana/090720dc.html) e o Foro de São Paulo encabeçados pelo Brasil e a Venezuela.
Honduras é o exemplo do que acontece com aqueles que contrariam as estratégias globalista e comunista representada, respectivamente, pela Nova Ordem Mundial e o Foro de São Paulo. Resta saber, agora, se o Davi conseguirá manter-se firme e vencer o Golias.
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