Deus, Terra e Humanidade

"O que está em jogo no mundo não é portanto um mero conflito entre ideologias, mas sim a probabilidade de sobrevivência espiritual da humanidade num mundo onde todas as opções ideológicas díspares e antagônicas se uniram num pacto entre inimigos para varrer da face da Terra o legado das antigas religiões" (Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições" p. 302)

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Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Honrar a camisa cristã

Vai abaixo um comentário meu escrito numa comunidade do orkut onde se discutia a declaração de Sarkozy em repúdio ao uso da burca na França:

Falta honrar a camisa do Cristianismo. Hoje muita gente, talvez a maioria delas, acha estranho quem vai à missa. Se pegarmos a população urbana, então, quem vai à missa chega a ser quase um ET para muita gente. Imaginem se eles vissem a situação que eu passo no grupo de oração que frequento: relatos de visões de Cristo, de Maria, anjos, santos, e um monte de gente chorando aos soluços (inclusive eu).

É necessária uma luta diária em todos os campos da vida para firmar a honra cristã. Hoje associa-se a Igreja à tudo o que há de retrógrado, de fechado, frio, infeliz, de doloroso, etc, enfim, TUDO O INVERSO do que Cristo era como pessoa!!!

Só assim será possível relacionar-se com o Islam de "igual para igual", por assim dizer (as aspas aqui indicam que as duas religiões são de naturezas diferentes e, portanto, incomparáveis diretamente). Só que para a Europa defender-se dessa invasão islâmica, e que é feita à promoção do ódio ao Ocidente, ela antes tem de se recristianizar e aí sim conseguir desenvolver uma honra cristã. Até lá o caminho parece longo... e dolorido.

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Quarta-feira, Junho 24, 2009

A necessária purificação do mundo

Hoje assisti à mais um encontro mensal do Grupo São José de Porto Alegre. Poderia falar muito sobre tudo o que foi dito lá, sobre o trabalho de libertação (carisma do grupo), as canções de louvor, a mística, o público, etc, etc, etc. Mas hoje é por demais necessário centrar-me em um comentário: segundo as mensagens do próprio Cristo recebidas pelo grupo, o mundo está em purificação.

Não é a primeira vez que ouço essa afirmação, e provavelmente não será a ultima que ouvirei. Na primeira vez que fui informado sobre a purificação de mundo, imediatamente veio à minha cabeça os morticínios em massa ocorridos no século XX.

O cientista político Rudolph J. Rummel, da Universidade do Havaí, EUA, teve a coragem de baixar a cabeça e estudar a satânica onda de matanças ao longo da História da Humanidade. Utilizando o termo "democídio", definido como a matança objetivamente conduzida por governos, Rummel fez um trabalho minucioso para calcular o número de mortos ao longo de toda a História através desses poderes políticos, e os dados são monstruosamente aterradores. A atenção, porém, deve voltar-se ao sangrento século XX. Segundo o pesquisador, apenas o período entre 1900 e 1999 provocou, sozinho, a morte de impressionantes 262.000.000 de pessoas contra os 133.147.000 de mortos ocorridos entre os séculos III a.C. e XIX. O governos mataram o dobro de pessoas apenas no século XX em comparação com todo o período humano anterior! Com relação à matança desse século Rummel declara que:

"...se todos esses corpos fossem esticados ladao à lado, com uma altura média de 1,65 m, eles circundariam a Terra dez vezes. Também, esse democídio matou 6 vezes mais pessoas do que as que morreram em combate em todas as guerras internacionais e civis nesse século. Finalmente, dada as estimativas de um suposto confronto nuclear, esse democídio equivale ao acontecimento de uma guerra desse gênero, porém com as mortes ocorrendo ao longo de um século." (http://www.hawaii.edu/powerkills/).

É absolutamente impossível que parte da humanidade ou mesmo a humanidade inteira passe incólume à esse interminável derramamento de sangue. Os efeitos concretos de tanta matança em um período curto de tempo tem efeitos práticos imediatos, despovoando parte do planeta e paralisando as atividades humanas; em seguida há os efeitos psicológicos: traumas, lembranças doloridas, sofrimento de parentes e amigos mortos, culturas dilaceradas e distorcidas pelo trauma das matanças, levando ao questionamento de valores e príncipios morais que regem os povos ao redor do globo, e; enfim, talvez o mais grave: os mais de 250 milhões de mortos se vão, mas seu espíritos ficam à espreita de uma humanidade enfraquecida, traumatizada e dolorida. Morta a pessoa, seu espírito no para-além passa a influenciar as vidas nesse mundo e influencia, para o bem ou para o mal, os rumos das coisas em nosso dia-a-dia. A matança de tanta gente leva a crer que tantos mortos passam a agir em peso junto às pessoas que aqui ficaram, tornando imediatamente necessária a libertação espiritual de várias centenas de milhões de pessoas. Muitas mortes em tão pouco tempo "pesam" demais naqueles que aqui permaneceram.

Não é à toa que Nossa Senhora tem aparecido aqui e ali ao redor do mundo. Acompanhando um pouco a histórias de suas aparições disponíveis em inúmeros sites na internet, logo pude perceber, de modo geral, um aspecto das aparições: nunca Maria apareceu tão frequentemente como nos séculos XIX e XX, com destaque ao maior milagre de todos os tempos, o de Fátima, onde 70 mil pessoas, outrora sob chuva, viram suas roupas instantaneamente secas e o sol dançar sobre suas cabeças durante um longo período. O milagre de Fátima condiz com a perfeição e onisciência divina: o maior dos milagres veio anunciar a maior das tragédias. Sem citar nomes, a Virgem profetizou a ascenção no nazismo e a consequente 2ª Guerra Mundial (aproximadamente 50 milhões de mortos), à ascenção do comunismo na Rússia e, daí, espalhando-se pelo mundo com sua matança e tirania, destruindo nações inteiras (148 milhões de mortos; O Livro Negro do Comunismo é mais "generoso" e coloca a cifra na casa dos 100 milhões), e o atentado contra João Paulo II (simbolicamente apontando para os ataques contra a Igreja e o Cristianismo como causas e evidências de um mundo em vias do caos).

Maria esteve em Fátima alertando para as maiores matanças de todos os tempos, esteve como a Rosa Mística e La Sallete para alertar da queda da Igreja (muitos comentários e análise sobre a infiltração do comunismo e de sociedades secretas na Igreja podem ser conferidos no site do filósofo Olavo de Carvalho - http://www.olavodecarvalho.org/ - e da organização católica Montfort - http://www.montfort.org.br/), esteve em Ruanda para alertar da matança que veio a se consumar em 1994, onde 1 milhão de pessoas morreram em menos de 4 meses, e esteve em vários pontos da Américas e da Europa para pedir para que as pessoas orem com profunda fé e devoção para a reconversão de tantas pessoas que se afastaram a Igreja e para o reordenamento da humanidade.

A Europa, fonte das maiores desgraças da humanidade, donde veio o fascismo, o nazismo, o comunismo, o ateísmo revolucionário e o nacionalismo como ideal de união popular, não por acaso é o palco da maior parte das aparições de Maria. A França, contraditoriamente autoproclamada "revolucionária por tradição", não só deu o pontapé inicial para a ascenção fantasmagórica do poder do Estado, sem o qual os democídios contabilizados por Rummel não seriam possíveis, como abriu as portas para que os poderes políticos, reduzindo o horizonte espiritual do homem à dimensão espaço-temporal, viessem mobilizar e a jogar massas de homens uns contra os outros. Como Olavo de Carvalho aponta no livro O Jardim das Aflições, a infiltração dos poderes do Estado na vida privada usurpa a ordem moral e a responsabilidade individual de seus cidadãos, provocando caos e, por isso mesmo, induzindo as pessoas a clamarem por mais poderes desde cima que arbitrem os conflitos e reestabeleçam a ordem. O Cristianismo, sendo religião voltada diretamente ao coração humano, apresenta-se como o alvo predileto do aumento do poder estatal, já que o homem não pode servir absorver duas morais distintas e servir a dois deuses ao mesmo tempo. Quando Fátima aponta, no seu 3º segredo, a tentativa de assassinato de João Paulo II (cujo assassino estava à mando de governos comunistas), para mim fica evidente que não é "apenas" um evento pontualmente importante, mas um ato simbólico onde os poderes deste mundo, enlouquecidos por sua ânsia de poder, estão dispostos a varrer da face da Terra todo o legado cristão e das demais religiões e colocar sob sua autoridade o horizonte máximo das aspirações espirituais do homem.

O fardo espiritual de tantos rios da sangue torna o trabalho de libertação singularmente necessário. O Grupo São José (que não é so um, mas há vários espalhados pelo mundo), atua não por vontade humana, mas por ação divina. O homem pode contabilizar seus mortos, limpar o terreno, reconstruir o que foi destruído e guardar a memória daqueles que se foram, mas não pode, por si só, mexer a sanar as heranças do espíritos. A libertação é como a psicanálise: assim como o paciente deita no divã para revisar a carga emocional passada de pai para filho, o espírito joga-se nos braços de Deus para limpar o peso dos seus antepassados. Por isso Cristo age como nunca entre os leigos (outra declaração algumas vezes repetidas junto ao grupo) para que eles se tornem pontos de luz num mundo manchado pelas trevas e, libertando a si mesmos, consigam fazer frente aos incessantes derramamentos de sangue que assolam o mundo a mais de cem anos. É absolutamente impossível limpar esse mundo "fetido" (sic, nas palavras inspiradas pelo próprio Cristo) sem antes libertar-se de tantas mortes e de tanto sangue jorrado pela Terra. Mesmo que não encaremos nosso problemas aqui e agora, o para-além nos espera para que vejamos, de modo nu e cru, aquilo que fizemos ou deixamos de fazer. Por isso o mundo está em purificação. Ou fazemos nosso trabalho agora, ou lidaremos com coisas piores depois. E longe daqui aqueles que culpam a Deus por esse sofrimento. Pelo contrário: Ele próprio dá ao homem, aqui e agora, a chance de libertar a si através da libertação de seus antepassados, enviando para o Paraíso os espíritos sofridos no mesmo instante em que nos aproximamos do amor divino.

"A Verdade vos libertará", disse Cristo. Já os poderes políticos, em oposição diametralmente oposta ao Criador, prometeram ilusões que custaram milhões de vidas. As mentiras levam ao inevitável conflito com a Verdade que, cedo ou tarde, irá vencer o combate. Enquanto o homem não abrir mão de suas ilusões, cada vez mais as massas clamarão para que o paraíso na Terra seja construído e cada vez mais exigirão mais poder para que esse paraíso de concretize à revelia da Verdade. Cada vez mais o poder oprimirá e esmagará o homem; cada vez mais vidas e mais vidas serão perdidas na ilusão de uma grande mentira. Quanto maior a mentira, maior a opressão e a escravidão. Mentira é escravidão e a Verdade é libertação.

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Prece à Santíssima

Se a Santíssima Virgem Maria é capaz de aparecer aqui e ali para diversas pessoas, em suas respectivas línguas, conhecendo cada situação peculiar e exclusiva à cada uma dessas pessoas abençoadas; se ela é capaz de mover o sol para lá e para cá, cumprir com exatidão o que promete e prever com perspicácia os eventos futuros para alertar os homens das dores do porvir; se ela é capaz de resistir firme e forte ao ver com seus próprios olhos o açoite e a morte de seu próprio filho sem ter nada o que fazer; se ela é capaz de entregar-se à Deus para ser, imediatamente abaixo dele, a entidade mais poderosa de toda a transcendência que abarca a existência; se ela é capaz de conhecer cada um em sua intimidade e curar aqueles que invocam seu nome e clamam por paz em seus espíritos; se ela pode fazer tudo isso e muito mais o que não sabemos ou sequer temos a idéia de que para ela é possível; então por que, minha mãe, eu temo tanto meus medos interiores e tenho medo de perder o controle sobre meus próprios pensamentos, mesmo sabendo que não são meus e que sequer são de minha vontade? Por que fico tão apavorado se sei que estás comigo?

Teu amor é infinito e não há mal que a ele se equipare. Tira de mim o que temo, e te prometo ser fiel até o último suspiro de minha breve vida.

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Terça-feira, Junho 23, 2009

Nota sobre uma solução à francesa

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que as burcas não são bem vindas ao seu país (http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/06/22/burcas-nao-tem-lugar-na-franca-diz-sarkozy-756447697.asp).

Ah, que legal. A justificativa do Sarkozy é que as burcas oprimem as mulheres. Solução? O Estado entra "impondo a liberdade". De qualquer forma, com essa mania da França proibir símbolos religiosos e culturais o que vai acabar acontecendo é a França se auto-abolir do mundo.

Não acho nada agradável ver um símbolo muçulmano banido na França, e por uma razão simples: a luta lá não é entre cristãos X muçulmanos, mas entre Estado X religiões. Tanto é que se proibe o véu muçulmano bem como o crucifixo cristão.As questões religiosas só serão resolvidas no âmbito do espírito. Quando a França aprender na pele que a sua recristianização será sua salvação, aí sim ela saberá lidar com a questão islâmica.

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Sexta-feira, Junho 19, 2009

Vontade de viver

Eu não considero a vida de desempregado uma merda: é bosta de cavalo empilhada às toneladas e compactadas depois de anos de putrefação.

Digam-me: há coisa pior do que ter um monte de idéias na cabeça (não que sejam as melhores, mas que têm algum sentido de vida e realidade), energia vital latente e não ter onde desembocar tudo isso?

Nosso mundo moderno é expert em criar gente cheia de vontades, orgulhos e vaidades, com vontade de "mudar o mundo" sem antes mudarem a si mesmas, e de tornar impossíveis a realização de todos os sonhos para todos ao mesmo tempo. Nossa sociedade é uma fábrica que produz homens-massa em série para, depois de prontos, se tornarem frustrados e não saberem o que fazer. Ortega y Gasset é quase um profeta quando antevê em A Rebelião das Massas um mundo confuso e frustrado com suas forças pretensamente ilimitadas e, portanto, revoltosas contra a ordem das coisas. Num mundo assim basta que um animal qualquer apareça em público e, no alto de sua estupidez criminosa, saiba canalizar as frustrações de uma sociedade recalcada para dar-lhe o porrete da moralidade. Se alguém vê nisso a fórmula para o caos e o totalitarismo, acertou em cheio. Ortega y Gasset via no nazismo e no bolchevismo a ordem perfeita para essa laia de humanidade. Hoje temos a educação em massa desregrada como forma de ativismo e transformação social para satisfazer o ego de uma humanidade cada vez mais orgulhosa e cheia de vaidade.

Vontade de atividade tenho de sobra. Orgulho e vaidade aos poucos vou me livrando, com o detalhe que o orgulho ficará para o legado de minha história pessoal apenas como honra e valor. Mas ainda assim o problema da energia e a falta de objetivo claro (ou oportunidade) é um inferno diário. Não há represa que tolere uma massa d´água em crescente acumulação. É necessário dar vazão a sua vida interior e atribuir um sentido prático à vontade de viver.

Vida é desafio, é dificuldade, é vontade e objetivo. O que não é é falta de senso de realidade e falta do que fazer. Isso não é vida. É a morte.

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Quinta-feira, Junho 18, 2009

A confiança de um pecador

Desde que voltei a ser católico praticante no ano passado, tenho procurado nunca me ausentar das missas aos domingos. No último domingo meu ausentei, e fui tirar o atraso na tarde de uma quinta-feira.

Eis que, pecador como sou, enrolei-me para sair de casa e atrasei-me para o culto. Deixei-me atrapalhar por banalidades pessoais e entrei à porta da igreja em plena 2ª leitura. Claro, um cristão que tente ser um sempre carrega um pouquinho de culpa, mas eu tinha muito mais a dizer através da intimidade do meu coração.

Um pecador pode ter três faces: aquele que acha que está certo em todo o erro que comete, aquele que sabe que está errado mas não se perdoa e aquele que erra e aprende a se perdoar e a perdoar os outros (afinal, não podemos dar aos outros aquilo que não temos, e só culpamos os outros sem critério porque carregamos nossa culpa oculta). Eu oscilava entre as duas últimas categorias de pecador e, angustiado, não me considerava digno da eucarestia naquele momento. No desespero da dúvida, joguei-me ao final da fila e, sendo o último a receber a consagração, senti-me como o primeiro a ser ouvido por Deus. Foi inevitável: ao descer a consagração por minha garganta, o Espírito Santo se fez presente e as lágrimas brotaram de meus olhos. Na dúvida, só restou-me a fé.

Todo aquele que estiver na dúvida e for temente a Deus que feche os olhos e se jogue em Seus braços. Deus vomita os mornos, mas acolhe o pecador que Nele confia, por mais canalha que seja.

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Quarta-feira, Junho 17, 2009

Obama e a mosca

O Jornal Hoje dessa quarta-feira, 17 de junho, deu como notícia destaque o golpe mortal que Barack Obama deu numa mosca durante uma entrevista à uma emissora de TV norte-americana. Viram só que notícia importante? Isso mudou minha vida. De agora em diante também comecará a chover para cima!! Qualquer coisa que Barack Obama faça de bonito, seja no sentido estético, seja no palavrório vazio - incrível que cada comentário de Obama é propalado pela mídia como "histórico", como se os jornalistas fossem profetas que já antevissem o futuro humano para qualificar a importância de um evento - seja num ato político, a mídia brasileiria bate exultantes palmas ao primeiro presidente negro dos EUA. Agora até mesmo o golpe fatal contra a pobre mosca virou um ato da audácia de Obama.

Não contente em apenas noticiar o fato, o comentário do O Jornal Hoje frisou a elegância de Obama no golpe contra a mosca. Será que já não bastou a puxação de saco de um sujeito que teve, como primeiro ato, a liberação de um fundo bilionário para promover o aborto no mundo inteiro? É por isso que a mídia aplaude o sujeito: os empregados são esquerdistas e os patrões submissos à Nova Ordem Mundial. É o casamento perfeito para celebrar o homem que funde as duas coisas: trabalha como um esquerdista para aplicar fervorosamente a agenda da NOM.

Apenas um detalhe: a mosca na entrevista havia pousado na mão esquerda de Obama. Simbolicamente, sujou o membro canhoto do presidente. Santa ofensa, não acham?

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Terça-feira, Junho 09, 2009

Uma breve reflexão sobre a necessidade lógica da transcendência

Num dos últimos encontros do Grupo São José tive mais uma revelação interessante: a relação da Trindade divina com a constituição do homem. O homem é imago Dei, ou seja, imagem de Deus, feito à Sua imagem e semelhança. Partindo do princípio de que é mais difícil conhecer a Deus do que ao homem, a reflexão sobre o homem, desde que posta na interrogação da transcendência - de onde viemos, para onde vamos, quem somos, qual o sentido da vida, etc - permite a reflexão sobre Deus. É por demais importante interrogar o homem com relação à transcendência porque a transcendência é hipótese necessária para a realidade humana. Afinal, é impossível o conhecimento total do espaço-tempo, o que coloca em interrogação os limites do espaço-tempo e, portanto, da hipótese de um para-além.

O espaço-tempo limita o homem necessariamente. Primeiro porque o homem tem vida temporal limitada. Todos, sem exceção, nascem, crescem e morrem tendo, portanto, uma vida finita. Isso torna inviável o conhecimento total do homem acerca da realidade porque cada indivíduo não pode saber o que vem depois da sua morte e menos ainda o que havia antes. Em segundo lugar, o homem está limitado espacialmente. É impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Isso faz com que o homem não conheça diretamente aquilo que está noutro lugar, dependendo do relato de outrem ou do contato indireto por meio do domínio da técnica para seu conhecimento. No cruzamento espaço-tempo, portanto, o homem só pode conhecer diretamente um aspecto da realidade num determinado período, além de depender das complexas relações de confiança no próximo e na técnica para saber o que se passa além de sua limitação cósmica.

Se o homem não sabe diretamente o que está além de seu alcance, então podemos nos perguntar: o que há depois de tudo o que já conhecemos até o momento? Não se sabe. Menos ainda se sabe até onde vai a Universo conhecido. Ademais, o questionamento de até onde vai o Universo pressupõe sua finitude. E depois, vem o quê? E mesmo o Universo sendo infinito, qual a causa de um energia infinita? Seria impossível o Universo ser infinito porque isso exigiria uma causa em si, ou seja, que o Universo estivesse "vivo" e que contivesse por si só a sua causa maior ou que algo tivesse dado um empurrão inicial depois de sua perfeita construção. E sua perfeita construção exigira questionar como que os elementos com a medida certa de energia forma combinados perfeitamente de modo que nenhum deles "resbalasse" para fora da ordem cósmica, levando o Universo a uma caótica reação em cadeia.

Nenhum fenômeno físico pode ocorrer sem haver anteriormente as condições necessárias para que o fenômeno ocorresse, tal qual como ocorre com o seres animados quando questinado sobre as condições que permitiram o surgimento do "princípio vital", aquilo que dá vida concreta ao ser vivo. Se há força gravitacional, então essa força tem origem num corpo, que por si é originado de um processo de formação, que depende de leis físicas, que dependem de um conjunto de fatores que se combinem e deem origem a essa lei, fatores esses que devem estar dispostos, de alguma forma, na realidade presente, etc, etc, etc. São Tomás de Aquino, no primeiro volume da Suma Teológica, afirma que esse raciocínio leva à conclusão da existência Deus. Deus, portanto, não é premissa da realidade, mas sua conclusão lógica. Ainda que não precisemos levar o raciocínio ao beco sem saída, a simples limitação humana com relação ao Universo circundante torna a trasncendência hipótese necessária para pensar a existência.

Banir a trasncendência como hipótese leva ao fechamento do homem à sua realidade existencial, limitando sua mente e desconectando-a do espírito, ilimitado por excelência. A mente termina seu questionamento onde começa o espírito, já que o espírito ocupa-se daquilo que não pode ser expresso em palavras. A transmutação direta da atividade espiritual para a mental é impossível. Ela pode ocorrer apenas aproximadamente, oscilando as palavras de forma a se aproximar da realidade compreendida espiritualmente, mas nunca explicá-la de maneira integral. Como o espírito é o único elemento que pode compreender a trasncendência, então a lógica existencial leva necessariamento à abertura do espírito. A mente não pode completar seu trabalho sem o apoio vital de seu parceiro mais profundo. Por isso vejo Deus como um ser tão esperto: Sua presença só pode ser totalmente compreendida na trasncendência. Ele tornou-a não apenas necessária, mas logicamente inevitável.

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Quinta-feira, Junho 04, 2009

Igreja e Estado: quem julga quem

Nesses últimos dias estive pensando, vez que outra, sobre a tão propalada e idolatrada separação Igreja-Estado. Quem lê esse blog deve ter percebido que tenho falado muito de religião ultimamente. Afinal, comecei a frequentar um grupo católico de Porto Alegre e que, já de antemão, aviso que não tem nada a ver com um mero encontro de amigos, e sim com a mais profunda e maravilhosa mística do amor divino.

Igreja e Estado são concebidos popularmente como entidades do mesmo nível. Para as pessoas comuns, assim como os políticos fazem seus trabalhos ao seu jeito, o clero também faz o seu. Ninguém mete a colher onde não foi chamado. "Dai a Deus o que é de Deus, e a Cesar o que é de Cesar", disse certa vez o próprio Verbo encarnado. Porém, eu percebi um problema: como podemos separar e nivelar no mesmo plano duas entidades de natureza tão diferentes? Alguns dirão que a Igreja (aqui abrangendo todas as igrejas cristãs) são instituições terrestriais, tais como os poderes políticos. O problema é que a Igreja não é só isso. Ela também é a instituição mas, acima de tudo, o Corpus Mysticum, da qual a Igreja institucional depende. A comunhão de todos os cristão do globo formam a Igreja, e essa comunhão só é possível pela união dessa humanidade através da mística da presença viva do próprio Cristo! Trocando em miúdos: a Igreja são aqueles que confiam no Cristo de coração aberto, permitindo que Ele esteja ali presente. Se não houvessem fiéis, a própria instituição católica e as demais igrejas perderiam seu sentido e automaticamente se diluiriam.

Mas o que tudo isso tem a ver com o Estado? Tem tudo a ver. Quando há a confiança em Jesus Cristo, dessa confiança emanam os valores e os princípios que emanam Dele, bem como as palavras da Bíblia, que nada mais são do que as palavras ungidas pelo Espírito Santo (vindas do Cristo, portanto). Valores e princípios moldam a cultura e o comportamento da sociedade. Da mesma forma, os poderes políticos dependem desse valores para manterem um ordenamento mínimo pelo qual esse mesmo poder político seja viável. Sem valores a política descamba para o caos e a luta fraticida de poder. Maquiavelismo puro existe só na cabeça de Maquiavel. A lógica de poder descrita em O Príncipe tem como consequência única possível um círculo de horror eterno cambaleando entre o caos e a tirania. A ordem e a hamornia política só é possível num mundo permeado de valores que equilibrem o contenham os poderes terrenos e que, portanto, sustentem a ordem sem oprimir a natureza e a sociedade .

Se a política e, portanto, o Estado, depende dos princípios originados da própria religião, como pode Estado e Igreja serem nivelados no mesmo nível? Quando Olavo de Carvalho, numa das gravações de seu talk show na internet (www.http://www.blogtalkradio.com/olavo), afirma que a Igreja não é apolítica, mas supra-política, ele mata a charada. Igreja e Estado não estão separado lado à lado, como dá a entender a vã filosofia popular; a Igreja está acima do Estado, separada em grau, tal qual a verticalidade de uma escada separa o degrau de cima do de baixo. A Igreja julga o Estado, contempla-o de cima e dá as diretrizes da qual ele depende. É essa dependência dos princípios emanados do Corpus Mysticum que é fonte de autoridade da Igreja sobre o Estado, justificando a separação de ambos e impedindo a confusão de poderes. Afinal, aquele que depende de outrem está, por natureza, submetido à sua autoridade, tal qual um animal de estimação está submetido ao seu dono. O Estado desvitaliza-se e morre sem seu juíz.

Caso o Estado elimine a Igreja como fonte de princípios, ele esvazia-se de sentido. Na tentativa de ocupar o insuportável e enloquecedor vazio espiritual, o Estado procura transformar-se numa espécie de igreja moderna, invertendo o cálculo da relação Igreja-Estado. Assim, o Estado torna-se totalitarismo cientificista. Como estrutura deste mundo imanente, ele procura fazer o papel do transcendente através do enquadramento do espírito na ordem cósmica. Porém, o transcendente é inapreensível nesta dimensão, e o Estado, inconcluso na sua apreensão de um deus que ele não sabe o que é, atrofia-se e tiraniza o próprio cosmo para projetá-lo segundo sua imagem e semelhança numa tentativa desesperada de preencher o vazio que se abre no espírito do mundo.

Nessa brincadeira já morreram, no mínimo, 150 milhões de pessoas só no século XX. Quando Stálin disse, no início dos anos 50, que o Cristianismo estava "morto", ele não falou metaforicamente, mas literalmente. Ele sabia o que estava dizendo. Por isso que a proteção ativa da Igreja por seu fiéis se faz mais do que urgente nos tempos atuais. Quando o réu assassina seu juíz, ninguém mais poderá garantir que ele não cometerá o próximo assasinato.

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Quarta-feira, Junho 03, 2009

Uma bênção

Foi com muita alegria que soube que as palavras desse blog chegaram aos ouvidos (ou aos olhos) de um dos integrantes do Grupo São José de Porto Alegre. Portanto, gostaria de colocar aqui, invocando o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que aquele que abrir esse site será por Ele abençoado. Assim peço humildemente, e que Suas graças se derramem sobre os visitantes. Que assim seja. Amém.

p.s.: para aqueles que visitarem esse site e negarem a existência de Deus, só lamento, porque as graças cairão assim mesmo. Afinal, por acaso o planeta Júpiter deixou de influenciar a Terra só porque os homens em certa época sequer imaginavam sua existência?

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