Sobre a beleza
Num dos encontros do Grupo São José as pessoas presentes receberam a palavra inspirada do Santo Padre Pio de Pietrelcina. Por intermédio de um dos integrantes do grupo, o santo falava que falta às pessoas de hoje uma admiração e a contemplação pelas obras divinas. As nuvens, os pássaros, as beleza simples e graciosa das pessoas comuns e das crianças, o vento, as coisas simples da vida... Deus está ali, mostrava a mensagem. Porém, a correria diária e a atitude psicótica de tentar trazer para o mundo imanente a felicidade só presente através do transcendente estão cegando as pessoas e fazendo-as perder o senso de beleza inerente à realidade.
O bem, o belo e o verdadeiro se fazem numa unidade. A contemplação da obra divina é a certeza de um poder onipresente e essencialmente bom que se apresenta pelo toque do coração humano. Aquilo que os gregos chamavam de apeirokalia, que é a "falta de experiência das coisas mais belas"(http://www.olavodecarvalho.org/livros/apeirokalia.htm), é o ópio que embriaga e cega os homens como o álcool embriaga a consciência psíquica e a cega dos seus perigos. Deixar de admiriar o mundo pela simples e breve contemplação da paisagem pela janela do carro ou na admiração da agradável presença do próximo pode ser um perigo para nosso senso de realidade. Eliminada a beleza das coisas, como pode elas mesmas serem boas? E que sentido haveria nossa vida se ela se apresentasse como algo integralmente mau? Não haveria sentido um mundo desprovido de beleza que comportasse a vida humana, porque a própria vida é um elemento da beleza em si e, portanto, uma beleza inerente à realidade (afinal das contas, a própria vida faz parte do cosmo, e seria insensato ver no homem a única beleza existente como se se pudesse contemplá-la fora do Universo). Se a vida, sendo uma coisa bela, existisse num mundo mau, a realidade seria um zombaria satânica onde o próprio "Deus" se divertiria com o sofrimento e as desgraças do homem.
A própria vida humana é prova da beleza da realidade, e sua capacidade de contemplar a beleza circundante é prova de que esta mesma beleza encontra-se em si, que funciona como um espelho do que Deus deu ao mundo. Porém, é perfeitamente possível ver o belo em coisas más já que o mal é algo muito menor do que o bem e, portanto, integrante da própria realidade. Por isso o mundo é belo, e sua beleza é a intersecção por onde a alma humana compreende, pelo toque divino, a infinita perfeição, misericórdia e magnanimidade de seu Arquiteto.
O bem, o belo e o verdadeiro se fazem numa unidade. A contemplação da obra divina é a certeza de um poder onipresente e essencialmente bom que se apresenta pelo toque do coração humano. Aquilo que os gregos chamavam de apeirokalia, que é a "falta de experiência das coisas mais belas"(http://www.olavodecarvalho.org/livros/apeirokalia.htm), é o ópio que embriaga e cega os homens como o álcool embriaga a consciência psíquica e a cega dos seus perigos. Deixar de admiriar o mundo pela simples e breve contemplação da paisagem pela janela do carro ou na admiração da agradável presença do próximo pode ser um perigo para nosso senso de realidade. Eliminada a beleza das coisas, como pode elas mesmas serem boas? E que sentido haveria nossa vida se ela se apresentasse como algo integralmente mau? Não haveria sentido um mundo desprovido de beleza que comportasse a vida humana, porque a própria vida é um elemento da beleza em si e, portanto, uma beleza inerente à realidade (afinal das contas, a própria vida faz parte do cosmo, e seria insensato ver no homem a única beleza existente como se se pudesse contemplá-la fora do Universo). Se a vida, sendo uma coisa bela, existisse num mundo mau, a realidade seria um zombaria satânica onde o próprio "Deus" se divertiria com o sofrimento e as desgraças do homem.
A própria vida humana é prova da beleza da realidade, e sua capacidade de contemplar a beleza circundante é prova de que esta mesma beleza encontra-se em si, que funciona como um espelho do que Deus deu ao mundo. Porém, é perfeitamente possível ver o belo em coisas más já que o mal é algo muito menor do que o bem e, portanto, integrante da própria realidade. Por isso o mundo é belo, e sua beleza é a intersecção por onde a alma humana compreende, pelo toque divino, a infinita perfeição, misericórdia e magnanimidade de seu Arquiteto.
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