Deus, Terra e Humanidade

"O que está em jogo no mundo não é portanto um mero conflito entre ideologias, mas sim a probabilidade de sobrevivência espiritual da humanidade num mundo onde todas as opções ideológicas díspares e antagônicas se uniram num pacto entre inimigos para varrer da face da Terra o legado das antigas religiões" (Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições" p. 302)

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Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Sexta-feira, Maio 08, 2009

Sobre a beleza

Num dos encontros do Grupo São José as pessoas presentes receberam a palavra inspirada do Santo Padre Pio de Pietrelcina. Por intermédio de um dos integrantes do grupo, o santo falava que falta às pessoas de hoje uma admiração e a contemplação pelas obras divinas. As nuvens, os pássaros, as beleza simples e graciosa das pessoas comuns e das crianças, o vento, as coisas simples da vida... Deus está ali, mostrava a mensagem. Porém, a correria diária e a atitude psicótica de tentar trazer para o mundo imanente a felicidade só presente através do transcendente estão cegando as pessoas e fazendo-as perder o senso de beleza inerente à realidade.

O bem, o belo e o verdadeiro se fazem numa unidade. A contemplação da obra divina é a certeza de um poder onipresente e essencialmente bom que se apresenta pelo toque do coração humano. Aquilo que os gregos chamavam de apeirokalia, que é a "falta de experiência das coisas mais belas"(http://www.olavodecarvalho.org/livros/apeirokalia.htm), é o ópio que embriaga e cega os homens como o álcool embriaga a consciência psíquica e a cega dos seus perigos. Deixar de admiriar o mundo pela simples e breve contemplação da paisagem pela janela do carro ou na admiração da agradável presença do próximo pode ser um perigo para nosso senso de realidade. Eliminada a beleza das coisas, como pode elas mesmas serem boas? E que sentido haveria nossa vida se ela se apresentasse como algo integralmente mau? Não haveria sentido um mundo desprovido de beleza que comportasse a vida humana, porque a própria vida é um elemento da beleza em si e, portanto, uma beleza inerente à realidade (afinal das contas, a própria vida faz parte do cosmo, e seria insensato ver no homem a única beleza existente como se se pudesse contemplá-la fora do Universo). Se a vida, sendo uma coisa bela, existisse num mundo mau, a realidade seria um zombaria satânica onde o próprio "Deus" se divertiria com o sofrimento e as desgraças do homem.

A própria vida humana é prova da beleza da realidade, e sua capacidade de contemplar a beleza circundante é prova de que esta mesma beleza encontra-se em si, que funciona como um espelho do que Deus deu ao mundo. Porém, é perfeitamente possível ver o belo em coisas más já que o mal é algo muito menor do que o bem e, portanto, integrante da própria realidade. Por isso o mundo é belo, e sua beleza é a intersecção por onde a alma humana compreende, pelo toque divino, a infinita perfeição, misericórdia e magnanimidade de seu Arquiteto.

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Sábado, Maio 02, 2009

Avisos sagrados e ignorados

Num debate no orkut sobre a islamização da Europa, uma colega e moderadora da respectiva comunidade fez o seguinte comentário:

"Então eu acho que só tem um jeito de RESISTIR a isto, e este jeito requer a união da Cristandade INTEIRA sob a bandeira da CRUZ, ea a aliança dos que prezam a herança moral e intelectual do ocidente. Ameaçado de dentro, ameaçado de fora."

Pois eu respondo que isso - a resistência e a unidade da cristandade sob o signo da cruz - já está acontecendo e é dirigido pelo próprio Cristo. Participo de um católico em Porto Alegre oficialmente reconhecido pela Igreja e comentado pela Cúria Metropolitana da cidade, e ali temos recebidos sinais e mensagens através de fenômenos místicos que procuram resgatar a fé cristã frente à nova realidade humana criada nos tempos atuais.

As mensagens - vinda por visões simbólicas, a pessoalidade de Cristo, Maria, anjos e santos, palavras inspiradas ocorrida ao vivo, etc - mostram um mundo confuso e coberto por trevas, onde as pessoas estão fechadas para o fenômeno religioso e o amor de Deus. Fica muito difícil as próprias autoridades da Igreja chamarem suas ovelhas de volta ao rebanho e manter sua unidade. O que está acontecendo, portanto? O próprio Cristo está intervindo e aglutinando pessoas em várias partes do mundo para criar vários "pontos de luzes", por assim dizer, que, unidas, formarão uma grande chama. Essa visão foi relatada numa das reuniões em que eu estava presente, e a imagem simbólica apresentada por um dos integrantes do grupo mostrava um mapa-múndi com luzes em cada continente que, quando unidas, formavam uma grande chama. As luzes eram os fiéis a Jesus Cristo espalhados pelo globo que poderiam trazer luz ao mundo e oferecer resistência ao caos e a angústia crescente em todos os lugares quando atuando juntos.

Segundo minha interpretação, diria que está muito difícil organizar uma reação à perda da fé no Cristianismo, e é essa perda que está permitindo ocorrer as atuais desgraças na Europa e nos demais locais do mundo. Os testemunhos dos integrantes do grupo relatam que Cristo estaria fazendo um "corpo a corpo" muito mais intenso para salvar a Igreja, e não necessariamente este ou aquele lugar (o que, ao afinal das contas, é um tanto óbvio...)

A Europa concentra parte significativa das aparições de Maria, e não é à toa que lá é seu principal foco: depois do ateísmo revolucinário, do fascismo, nazismo e comunismo, agora o continente sofre a praga da Nova Ordem Mundial e vai virar a casa dos radicais islâmicos. Os falsos princípios morais aplicados pelo NOM nos países europeus só servirá para aumentar o caos e tornará o apelo da moralidade islâmica - acrescido por seu impulso demográfico, políticas de estímulo ao multiculturalismo e de agressividade anticristã - irresistível.

Maria jamais advertiu os fiéis contra o Islam, o que seria um contrassenso absurdo porque jogaria uma religião contra a outra, mas já antevia um futuro sombrio para a Europa e o mundo tal qual advertiu nas aparições de Fátima, La Salette e da Rosa Mística. Se o Islam submergir a Europa, não será apenas devido à sua militância organizada, mas porque a destruição do Cristianismo deixará um vazio espiritual desesperadamente angustiante, e seu desespero será catapultado não por uma pretensa "era de ouro" islâmica, mas será sequestrado pelo radicais que acham lindo o 11 de setembro, a destruição dos Budas de Bamyam e o enforcamento e fuzilamento de "infiéis", mulheres, homossexuais e toda e qualquer forma de crença ou comportamento que fuja ao monstruoso utopismo caricatural do Alcorão. Porém, os homens preferiram não escutar à Sua Mãe e, pior do que não se mobilizar, sequer oraram o suficiente. Agora as coisas estão como estão, e o salve-se quem puder só será evitado se, voluntariamente, cada coração humana tornar-se uma luz para caminhar na escuridão.

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