Deus, Terra e Humanidade

"O que está em jogo no mundo não é portanto um mero conflito entre ideologias, mas sim a probabilidade de sobrevivência espiritual da humanidade num mundo onde todas as opções ideológicas díspares e antagônicas se uniram num pacto entre inimigos para varrer da face da Terra o legado das antigas religiões" (Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições" p. 302)

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Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Sábado, Fevereiro 28, 2009

Stálin, o forjamento de um tirano

Li o livro O jovem Stálin, de Simon Sebag Montefiore. Se quiserem saber como se forja um tirano criado numa cultura de violência, num cadinho multicultural caucasiano, no submundo do crime e da conspiração e no fanatismo da revolução marxista, esse livro é uma boa pedida.

Claro que as pessoas criadas nesse ambiente e sob uma família onde o pai é violento e a mão possui um amor opressivo não necessariamente crescerão e se tornarão um novo Stálin. Como Montefiore coloca em seu último capítulo, Stálin só pode fazer o que fez porque sua peculiar personalidade encontrou-se imerso no aparato de poder bolchevique: uma tirania jamais vista estava em frente a um homem fanático, conspirador e paranóico. As trangressões do ex-seminarista em Tiflis (atual Tibilissi, capital de Geórgia), a aderência à militância revolucionária e o mergulho no perigoso e conspirador mundo do crime deram forma e inspiração ao homem que viria a fazer da União Soviética um hospício à sua imagem e semelhança.

Stálin foi o precursor fanático e personalista do trabalho iniciado por Lênin. Dos campos de trabalho forçados criados pelo primeiro líder bolchevique em 1918, pelo menos 20 milhões de pessoas viriam a perecer nos campos de concentração vermelhos em honra à glória daquele que, junto com Mao Tsé-Tung e Adolf Hitler, viria a ser um dos maiores tiranos de todos os tempos.

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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

A ONU contra a família

O blog de Julio Severo (http://juliosevero.blogspot.com/) traz uma notícia muito reveladora traduzida do site LifeSiteNews (http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09020312.html). A surpresa está na declaração do líder do Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP, em inglês), Aire Hoekman, que diz que a dissolução da família tradicional apresenta não uma crise dessa instituição social, mas o triunfo dos direitos humanos.

“Aos olhos das organizações conservadoras, essas mudanças [aumento do número de divórcios, nascimentos fora do casamento, etc] significam que a família está em crise... Em crise? Mais do que em crise, nós estamos na presença do enfraquecimento da estrutura patriarcal, como conseqüência do desaparecimento da base econômica que a sustenta e por causa do aumento dos novos valores centrados no reconhecimento de direitos humanos fundamentais”.

O triunfo dos "direitos humanos" através da derrubada do "patriarcado" é, na prática, colocar as crianças sob a guarda da autoridade do Estado o que, no caso da ONU, seria o embrião do futuro governo mundial. É o sonho nazista de educar as crianças pelas autoridades inculcando-nas os princípios que regem a ordem estatal, porém não sob a máscara de Hitler, mas do governo da Nova Ordem Mundial.

Essa declaração é pura e simplesmente pró-NOM. Além do mais, a declaração, para usar a definição orwelliana da retórica, é novilínguia pura. O "triunfo dos direitos humanos" é, na verdade, a demolição da estrutura familiar calcada no patriarcado substituída por novos valores ligados à ordem do Estado. Ou seja: instabilidade social virou direito humano, já que é impossível incutir novos valores sem eliminar os "velhos", dando como resultado a usurpação das mais íntimas relações humanas pelo poder político. Já não mais os pais devem zelar pelos seus filhos, mas sim o Estado deve protegê-los através de novos princípios planejados para reger a sociedade. "Novos princípios", claro, definidos como a nova ética global para criar ciadãos globais num governo global.

Se destruir famílias em nome de novos "valores" é direito humano, então que o declarador dê o exemplo e ceda suas crianças aos burocratas globalistas instalados em Nova Iorque e Zurique?

Vou começar a dar razão ao ex-embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, quando disse que o certo seria derrubar 10 andares da sede da ONU em Nova Iorque. Se é para a ONU trabalhar em nome de uma tirania mundial que atente contra as relações mais básicas da ética e da moralidade universais, que derrubem todos os andares da sede de uma vez!

p.s.: o governo Barack Obama, cria da Nova Ordem Mundial e a serviço direto dela, além de abrir as torneiras para financiar o aborto mundo afora, não tardou voltar a financiar da FNUAP antes eliminada pelo ultra-retrógrado governo Bush.

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