Stálin, o forjamento de um tirano
Li o livro O jovem Stálin, de Simon Sebag Montefiore. Se quiserem saber como se forja um tirano criado numa cultura de violência, num cadinho multicultural caucasiano, no submundo do crime e da conspiração e no fanatismo da revolução marxista, esse livro é uma boa pedida.
Claro que as pessoas criadas nesse ambiente e sob uma família onde o pai é violento e a mão possui um amor opressivo não necessariamente crescerão e se tornarão um novo Stálin. Como Montefiore coloca em seu último capítulo, Stálin só pode fazer o que fez porque sua peculiar personalidade encontrou-se imerso no aparato de poder bolchevique: uma tirania jamais vista estava em frente a um homem fanático, conspirador e paranóico. As trangressões do ex-seminarista em Tiflis (atual Tibilissi, capital de Geórgia), a aderência à militância revolucionária e o mergulho no perigoso e conspirador mundo do crime deram forma e inspiração ao homem que viria a fazer da União Soviética um hospício à sua imagem e semelhança.
Stálin foi o precursor fanático e personalista do trabalho iniciado por Lênin. Dos campos de trabalho forçados criados pelo primeiro líder bolchevique em 1918, pelo menos 20 milhões de pessoas viriam a perecer nos campos de concentração vermelhos em honra à glória daquele que, junto com Mao Tsé-Tung e Adolf Hitler, viria a ser um dos maiores tiranos de todos os tempos.
Claro que as pessoas criadas nesse ambiente e sob uma família onde o pai é violento e a mão possui um amor opressivo não necessariamente crescerão e se tornarão um novo Stálin. Como Montefiore coloca em seu último capítulo, Stálin só pode fazer o que fez porque sua peculiar personalidade encontrou-se imerso no aparato de poder bolchevique: uma tirania jamais vista estava em frente a um homem fanático, conspirador e paranóico. As trangressões do ex-seminarista em Tiflis (atual Tibilissi, capital de Geórgia), a aderência à militância revolucionária e o mergulho no perigoso e conspirador mundo do crime deram forma e inspiração ao homem que viria a fazer da União Soviética um hospício à sua imagem e semelhança.
Stálin foi o precursor fanático e personalista do trabalho iniciado por Lênin. Dos campos de trabalho forçados criados pelo primeiro líder bolchevique em 1918, pelo menos 20 milhões de pessoas viriam a perecer nos campos de concentração vermelhos em honra à glória daquele que, junto com Mao Tsé-Tung e Adolf Hitler, viria a ser um dos maiores tiranos de todos os tempos.
