Deus, Terra e Humanidade

"O que está em jogo no mundo não é portanto um mero conflito entre ideologias, mas sim a probabilidade de sobrevivência espiritual da humanidade num mundo onde todas as opções ideológicas díspares e antagônicas se uniram num pacto entre inimigos para varrer da face da Terra o legado das antigas religiões" (Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições" p. 302)

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Local: Porto Alegre, RS, Brazil

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Humilhação pública, já!

Já não bastasse o terrorista Cesare Battisti ter sido condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos na Itália e da proteção como "refugiado político" - termo que encobre o ato criminoso como ato político e, pior, passa à opinião pública de que o regime democrático italiano persegue um compatriota - dado por um cínico ministro de algo que ele não sabe o que é, agora uma miríade de "intelectuais", "artistas" e ativistas fazem um abaixo assinado em proteção do mesmo, cujo valor é mais baixo do que meu papel higiênico utilizado na semana passada.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u492744.shtml

Dois pontos da reportagem merecem destaque:

Primeiro: "O Ministério da Justiça recebeu um documento com 89 assinaturas de professores universitários, escritores, intelectuais e representantes de organizações não-governamentais ligadas aos direitos humanos em apoio ao refúgio político concedido ao italiano Cesare Battisti."

Como disse, uma miríade de estúpidos que amam o crime como forma de protesto político e social. É mais do que evidente, no Brasil, a simpatia velada, quando não explícita, pelo crime como forma de ação revolucionária e transformadora da sociedade. Esse pessoal deveria receber humilhação e desonra públicas. Bando de camaradas de assassino.

Segundo: "O documento elogia a decisão do governo brasileiro como 'corajosa e coerente com seus princípios democráticos e progressistas'. Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália, o que não é admitida pela Constituição Federal do Brasil."

Claro, elogiam porque não foram os amigos e parentes deles que foram assassinados por uma extremista. É lindo matar em nome de um ideal. Gostaria de saber se ele ficariam satisfeitos em doar seu familiares e, porque não, seu corpos em nome da causa subjetiva de outrem.

Essa notícia é uma das coisas mais vis, estúpidas e absurdas que já vi na vida.

Meditando sobre essa notícia e do andar dos fatos pela imprensa, percebe-se um abismo intransponível entre a atitude da Itália em seus diversos segmentos e uma lista de canalhas desprezíveis que tem voz no Brasil.

Todos os simpáticos e amigos de terroristas deveriam ter o tratamento público equivalente à sua atitude: o desprezo e a humilhação públicas e a supressão, pelo escancaramento de sua estupidez, de toda a vil influência que exercem sobre a sociedade brasileira.

A paciência tem limites, e a porcaria de um abaixo assinado em favor de um terrorista só pode ser respondida com xingamentos e palavrões daqui por diante.

Sem mais...

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Como não poderia deixar de fazer, abaixo vão os nomes dos amigos de Batistti que assinaram o rolo de papel higiênico oficial:

1) Giuseppe Cocco - professor UFRJ;
2) Ivana Bentes - professora UFRJ;
3) Rodrigo Guéron - professor UERJ;
4) Alexandre Mendes - defensor público;
5) Alexandre Nascimento - professor Faetec e pré-vestibular para negros e carentes;
6) Bárbara Szaniecki - designer;
7) Tatiana Roque - professora UFRJ;
8) Caia Fittipaldi - tradutora;
9) Elisa Pimentel - professora;
10) José Lima - dirigente da CUT-RJ;
11) Tânia Marins - Tortura Nunca Mais;
12) Vera Vital Brasil - Tortura Nunca Mais;
13) André Barros - advogado;
14) Henrique Antoun - professor UFRJ;
15) Peter Pal Pelbart - professor PUC-SP;
16) Pablo Gentili - professor UERJ e Clacso;
17) Susana Castro - professora UFRJ;
18) Simone Sobral Sampaio - professora UFSC;
19) Luiz Camillo Osorio - professor PUC-Rio;
20) Felipe Cavalcanti - médico;
21) Geo Britto - CTO (Centro do Teatro do Oprimido);
22) Rodrigo Nunes - Goldsmiths College, University of London, e revista Turbulence;
23) Salvador Schavelzon - antropólogo;
24) Mariangela Nascimento - Universidade Federal da Bahia - Instituto Cidade;
25) José Augusto da Silva - diretor do Instituto Cidade;
26) Fábio Lobianco - assessor jurídico - Instituto Cidade;
27) Gerardo Silva - pesquisador UFRJ;
28) Leonora Corsini - pesquisadora UFRJ;
29) Alipio Freire - jornalista e escritor;
30) Heloisa Fernandes - Escola Florestan Fernandes do MST - professora USP;
31) Renato Simões - secretário nacional de Movimentos Populares do PT;
32) Arthur Gonçalves Filho - industriario aposentado e tradutor;
33) Laizio Rodrigues de Oliveira - livre pensador;
34) Laurita Salles - artista plástica;
35) Tereza Maria Copetti Dalmaso - professora estadual, RS;
36) Ricardo Campo - Unesp;
37) Diego Silva - músico;
38) Irineu José Dalmaso - professor estadual, RS;
39) Amyra El Khalili - professora (economista);
40) Adriano Copetti - juiz federal;
41) Alice Copetti Dalmaso - bióloga;
42) Silvana Copetti Dalmaso - jornalista;
43) Gabriel Santos de Araújo - professor
44) Leonor Nunes Erberich - professora de inglês;
45) Adauto Melo - Grupo Beatrice;
46) Sara Vitelloni Tibola - arquiteta e urbanista;
47) Talita Tibola - psicóloga, mestranda em educação;
48) Daniel Dutra Trindade - psicólogo, mestrando em psicologia social;
49) Pedro Copetti Dalmaso - médico;
50) Alyda Sauer - tradutora;
51) Jorge A. Bittar - arquiteto;
52) Ruth Maria Scaff - professora UnB;
53) Lincoln Secco - professor USP;
54) Rui Martins - jornalista e escritor;
55) Celso Lungaretti - jornalista e escritor;
56) Guilem Rodrigues da Silva - poeta e juiz de segunda instância;
57) Regina de Toledo Sader - professora aposentada - USP;
58) Ricardo Cavalcanti-Schiel - antropólogo;
59) Laerte Braga - jornalista;
60) Mário Augusto Jakobskind - Rio de Janeiro - jornalista;
61) Beth Müller - psicanalista;
62) Caio Martins Bugiato - mestrando Unicamp;
63) Helio Gusmão Filho - historiador/UESB/Vitoria da Conquista-Bahia;
64) Marilourdes Fortuna - assistente social e professora de Filosofia;
65) Luiz Gozanga (Gegê) - Central de Movimentos Populares do Brasil;
66) Júlio César de Oliveira Valentim - jornalista;
67) Pedro Barbosa - mestrando;
68) Leonardo Botega - professor estadual - RS;
69) Leonardo Palma;
70) Lúcia D. Coppetti;
71) Sandra Cristina G. Benedetti - presidente da ObeeC (Organização Brasileira de Educação e Estudos Contemporâneos);
72) Gil Soul - cantor e compositor;
73) Ismar C. de Souza;
74) Dirlene Marques - professora universitária;
75) Dulce Maia de Souza;
76) Zenalde Machado de Oliveira - cientista social;
77) Fernando Claro Dias - advogado;
78) Caio Martins Bugiato - mestrando Unicamp;
79) Celeste Marcondes;
80) Benedito Prezia - antropólogo e professor;
81) Penha Pena - arquiteta e urbanista;
82) Nélson Serathiniuk - sociólogo;
83) Urariano Mota - escritor e jornalista;
84) Gloria Seddon - psicanalista e artista visual;
85) Marly Vianna - professora UFSCar;
86) Antonio de Medeiros - jornalista;
87) Cláudio Batalha - professor Unicamp;
88) Jesus Carlos - repórter

Sugiro àqueles que tiveram paciência de ler esta postagem que escrevam para esses sujeitos para mostrar-lhes sua belíssima atitude. Mas, por favor, sem xingamentos. Eles não merecem tanto elogio.

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Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

Alvos à parte e guerra assimétrica

Serei curto e grosso porque a paciência daquele que vos escreve é curta quanto a esse tema: no conflito contra o Hamas (e não contra a Faixa de Gaza!) Israel tem como alvo os terroristas do Hamas; por outro lado o Hamas tem como alvo o Estado-nação de Israel, pouco importa o ponto a ser atingido, seja um asilo de idosos (como de fato ocorreu), uma escola, uma associação de boliche ou a casa de sua namorada.

O Hamas utiliza escudos humanos para proteger-se de ataques israelenses e utilizar suas vítimas como prova da agressão de Israel contra civis. É por isso que tanto civis estão morrendo nesse episódio, cuja situação a imprensa mundial, anti-Israel até a medula, se aproveita para divulgar aquilo que o Hamas faz questão de mostrar.

A ação de Israel é legítima porque todos os dias o Hamas lança foguetes contra seu território, e é dever moral do Estado proteger seu povo de ataques de onde é que venham. O Hamas também é covarde ao utilizar mulheres e crianças, inclusive treinando-as, para que façam muro em frente aos terroristas, assassinos e covardes por excelência, que atiram contra qualquer judeu que passa à sua frente.

Por isso Israel aparece como autor de crimes "contra a humanidade" e é acusado de "reação desproporcional". O que o mundo gostaria era de ver Israel tomando tapas todos os dias e aceitando sua auto-destruição como um bem à "paz mundial" planejada pelo totalitarismo islamita.

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Amor pelo crime

O governo brasileiro dá mais uma prova de seu amor pelo crime e de sua índole comunista ao dar asilo a um criminoso de extrema-esquerda italiano ( http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3448019-EI306,00-Apos+asilo+a+Battisti+Italia+convoca+embaixador+do+Brasil.html ). A situação é ainda mais grave já que o pedido partiu do próprio Lula e foi legitimada pelo ministro da (in)justiça e admirador de Lênin, Tarso Genro.

Os valores democráticos são secundários frente à camaradagem esquerdista e à paixão pelo crime como motor revolucionário. O asilo de um assassino de extrema-esquerda é o exemplo em pequena escala do amplo amor do PT pelas FARC.

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Sexta-feira, Janeiro 09, 2009

Um feliz 2009 e o calendário

Eric Voegelin utiliza o termo pneumopatologia para designar a doença do espírito, diferenciando da mania psicológica de diagnosticar as doenças mentais - ou aparentemente mentais - como psicopatologias.

A doença do espírito é algo muito mais sério e profundo. O indivíduo pode aqui estar são quanto à sua estrutura mental, mas está desconectado da realidade no que se refere à sua cosmovisão, ou seja: não percebe como a realidade de fato é e passa a viver no que Voegelin chama de segunda realidade. Nesse nível a doença psicopatológica é secundária e, segundo minhas reflexões pessoais acerca da vivência da psicanálise, podem até mesmo ser a origem da psicopatologia (e sobre essa especulação eu paro por aqui.)

Como é possível desejar um feliz 2009 se a sociedade atual, ao menos aquela que me cerca, vê-se tão confusa e tão desorientada na complexa realidade? É possível falar de um feliz 2009 na medida em que as perspectivas de um futuro melhor são renovadas pelo calendário e não no homem que é a base de inspiração desse mesmo calendário? Podemos desejar um feliz 2009 se a dimensão temporal, necessariamente desconhecida em sua totalidade e, portanto, necessariamente imersa numa transcendência, é vista como o horizonte máximo de nossas realizações caracterizando, assim, a desconexão com a infinita realidade que abrange a realidade temporal?

Um feliz 2009 aos que são abertos de espírito. Um feliz 2009 aos que, mesmo sem ter a menor noção do que é ser aberto em espírito mas que vivem a vida tal qual ela é e que estão protegidos, pelas mais variadas razões, pessoais ou sociais, da infecção ideológica dos tempos modernos, estão abertos à felicidade trans-histórica. O "feliz 2009" não é limitado ao calendário e à sua contabilidade temporal, mas está imerso na continuidade infinita da qual 2009 é uma parte infinitamente pequena.

As reflexões de Eric Voegelin acerca da pneumopatologia e da segunda realidade aparecem em alguns capítulos do livro Hitler e os Alemães. Pelo nome da obra é possível perceber vagamente do que trata o tema, e já não é preciso dizer nesse pequeno texto muito sobre as conseqüências da pneumopatologia e da estupidez criminosa - termo de Voegelin - acerca do desligamento da realidade e da ascenção das trevas.

Na esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo que a segunda realidade passada não se repita, um feliz 2009 à todos!

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