Deus, Terra e Humanidade

"O que está em jogo no mundo não é portanto um mero conflito entre ideologias, mas sim a probabilidade de sobrevivência espiritual da humanidade num mundo onde todas as opções ideológicas díspares e antagônicas se uniram num pacto entre inimigos para varrer da face da Terra o legado das antigas religiões" (Olavo de Carvalho, "O Jardim das Aflições" p. 302)

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Local: Porto Alegre, RS, Brazil

quinta-feira, setembro 15, 2011

O reino da CNBB é deste mundo.

No falso evangelho da modernidade o pecado não está em não perdoar, desonrar a família, trair a mulher ou matar, mas em não escovar os dentes, não cuidar dos cachorrinhos e comer gordura além da conta. Agora a CNBB lançará, em 2013, a campanha da fraternidade pela saúde. Tagarelice marxista, politicagem, desagregação e ataque à Igreja por todos os lados e 50 mil assassinatos por ano pode, mas comer além da conta e jogar água fora? Ah, não. Aí os "bispos" ficam loucos da vida.

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sábado, julho 09, 2011

Sobre o amor

Tudo depende fundamentalmente do amor. Tudo vem dele e tudo a ele retorna. Ele é a causa e o fim de tudo, e o sentido mesmo da vida. A Criação é expressão evidente e perfeita desse amor. A tentativa de imaginar qualquer Universo alternativo pressupõe a imperfectibilidade desse Universo e, portanto, a desconfiança do infinito amor e da infinita misericórdia. Isso é um erro. Deus é amor. Tudo o mais é consequência.

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quinta-feira, junho 16, 2011

Porque eu acredito em Deus

A um mês atrás me questionaram na internet "Por que VOCÊ acredita em Deus?". Minha resposta foi a seguinte:

"A minha real convicção em Deus se fundamentou quando percebi que Ele é a ÚNICA resposta viável para uma existência com sentido. A sensação de viver e ser "nada" é horripilante e enloquecedora. Em última instância, é a mística do demônio.

Se formos especular as possibilidades de sentido numa vida sem Deus, entramos em espiral. Não é possível colocar tudo em dúvida, de imaginar como pode ser a vida se Deus não existe simplesmente porque isso NÃO FAZ SENTIDO.

Pensar num Universo sem Deus é como tentar sair do mesmo Universo e Dele mesmo e daí questionar Sua existência, como se se pudesse ver a Existência "de fora". Isso exige um esforço tão monstruoso que, além de ser impossível, leva a pessoa à locura e à experiência do Mal.

Tenho a radical convicção que não há saída num Universo sem Deus. Ele é estritamente lógico e inevitável."

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sábado, outubro 02, 2010

Para antes de votar em 3 de outubro

Atas do Foro de São Paulo mostram com quem o PT está comprometido:

http://www.midiasemmascara.org/arquivo/atas-do-foro-de-sao-paulo/7.html

Boa votação a todos!

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terça-feira, setembro 07, 2010

O domínio gramsciano do PT: como o partido chegou lá

Estou colocando nesse blog um texto de Renildo Queiroz que recebi por e-mail de um amigo. O material é bem didático, claro e objetivo quanto à chamada hegemonia gramsciano, nesse caso historicamente aplicado ao Brasil.

O autor da estratégia gramsciana foi o intelectual e fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci. Ele considerava que uma revolução comunista nos países ocidentais não era possível pela via armada, mas sim através domínio cultural de um povo e a ocupação espaços estratégicos da sociedade. Ou seja: domina-se a alma e as estruturas de poder para depois implantar o regime comunista. É exatamente o que aconteceu e continua a acontecer no Brasil.

Para quem quiser saber um pouco mais sobre essa estratégia no Brasil, recomendo o livro A Nova Era e a Revolução Cultural e diversos artigos do livro O Imbecil Coletivo, ambos do filósofo Olavo de Carvalho. O primeiro livro pode ser lido na íntegra em http://www.olavodecarvalho.org/livros/neindex.htm . Está tudo lá de modo claro e sucinto: a "revolução cultural" no Brasil como forma de chegar ao comunismo no futuro.

Espero que esse texto ajude a salvar a nossa pátria... ou o que ainda resta dela.

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TEXTO MUITO IMPORTANTE SOBRE O FUTURO do BRASIL DE NOSSOS FILHOS e NETOS.

Assunto: Afronta que pede reação!


Lula sugere que militares trocariam a criação do Estado Maior Conjunto pelo terceiro mandato. Ele não está errado.

Da Folha de São Paulo - Por Renildo Queiroz
Consultor Técnico em Biotecnologia Molecular
Escritor e Analista socio-político-econômico.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu, nesta quarta-feira, que gostaria de ficar mais alguns anos no poder. Ao sancionar projeto que amplia os poderes do Ministério da Defesa, e cria o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, e assinar projetos de lei para enviar ao Congresso, Lula disse que "junto com essa lei, eu poderia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato". Na platéia, militares das três Forças Armadas. O presidente lembrou ainda das críticas feitas à época em que decidiu comprar um avião para viajar pelo mundo. Afirmou que se pudesse voltar atrás teria comprado um avião maior, ou dois. Além disso, se fossem capazes de se humilhar, os generais teriam ficado indignados quando Lula disse que, com mais um ano de mordomias e agrados, poderia chamá-los de "camaradas", a saudação comunista. Não tenham dúvida disso.
Os "melancias" estão lá para isso.

Hegemonia Gramsciana




Para quem talvez ainda não conheça a estratégia do doutrinador italiano, ativista político e filósofo Antonio Gramsci, é bom deixar bem claro, pelo menos em poucas palavras, o que ele preconizava.
Segundo o líder comunista, falecido em 1937, após passar anos na cadeia elaborando sua estratégia, a instauração de um regime comunista em países com uma democracia, e uma economia relativamente consolidadas e estáveis, não podia se dar pela força, como aconteceu na Rússia, país que sequer havia conhecido a revolução industrial quando foi aprisionada pelos bolcheviques.

Seria preciso, ao contrário, infiltrar lenta e gradualmente a idéia revolucionária (sem jamais declarar que isso estava sendo feito), sempre pela via pacífica, legal, constitucional, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, por sinal, representam a grande maioria da população. O objetivo somente seria atingido pela utilização de dois expedientes distintos: a hegemonia e a ocupação de espaços.

A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela análise de situação, de modo que quando o Comunismo tiver tomado o Poder, já não haja qualquer resistência. Isso deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo intelectual coletivo (o partido), que as dissemina pelos intelectuais orgânicos (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores, principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides), e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população.

É essa hegemonia, já adredemente fabricada, que faz com que todos os brasileiros, independentemente da idade, da condição sócio-econômica, e do grau de instrução que tenham atingido, pensem de maneira uniforme sobre todo e qualquer assunto, nacional ou internacional. O poder de manipulação é tamanho que até mesmo o senso crítico fica completamente imobilizado, incapaz de ajudar o indivíduo a analisar as questões de maneira isenta. Os exemplos são numerosos: do desarmamento ao aborto, da guerra do Iraque à eutanásia, do movimento gay às políticas sociais, do racismo ao trabalho escravo, da inculpação social pelos crimes individuais à aceitação do caráter social de movimentos comprovadamente guerrilheiros (FARC, MST, MLST, MIR, ETA, etc.), todos eles visando destruir, por completo, valores que a sociedade tinha entranhados em sua alma, mas que, justamente por isso, não servem aos interesses do partido.
É que esses valores representam um conjunto de virtudes diametralmente opostas aos conceitos que o partido deseja inserir no corpo social, e que servirão de embasamento para as transformações que pretende implantar. Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava superação do senso comum, que outra coisa não é senão a hegemonia do pensamento.

Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista.
E quando chegar a hora de dizer agora estamos prontos para ter realmente uma democracia (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa volta à pseudo-democracia se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais.
Afinal, Hitler também não foi eleito pelo povo e não passou a ditar normas legais?
É exatamente a superação do sensocomum que fez com que todos acreditassem piamente que a contra revolução de 1964 não passou de um ato impensado dos Militares que, à falta do que fazer, decidiram implantar uma ditadura.
Como uma única palavra não foi dita sobre a ditadura que esses mesmos comunistas estavam praticamente conseguindo implantar naquela época (como haviam tentado em 1935, e como voltariam a tentar entre o final dos anos 60 e meados dos 70), ficou impossível ao brasileiro médio compreender que a intervenção das Forças Armadas veio justamente impedir que aquela desgraça se concretizasse. E se elas não intervém também agora é porque o povo, já completamente anestesiado, não tem nem forças para ir às ruas exigir tal providência.

É exatamente essa hegemonia de pensamento que pôde imprimir nos brasileiros a idéia de que só o Estado pode resolver seus problemas mais comezinhos, o que tem causado um gigantismo antes nunca visto, com o crescente aumento da carga tributária para sustentá-lo.
A cada dia são criadas mais delegacias especializadas, mais conselhos, mais isso e mais aquilo para controlar e fiscalizar as ações de cidadãos, antes livres. É exatamente ela, a hegemonia gramsciana, utilizada pelo PT, que inculcou em todos os cidadãos a crença de que os sem-terra foram massacrados pela Polícia Militar em Eldorado do Carajás, no Sul do Pará, quando na verdade a fita de vídeo original, contendo a gravação do episódio, mostrava claramente que eles agiram em legítima defesa diante de um número muito maior de sem-terras que, armados com foices, enxadas, e até mesmo revólveres (como aparece naquela fita), avançou para cima dos policiais.
É exatamente isso que fez espalhar a crença de que os fazendeiros são todos uns malvados e escravizadores de pobres trabalhadores indefesos, servindo, assim, de embasamento para que, em breve, o direito à propriedade seja eliminada da Constituição, se nela for encontrado algum tipo de trabalho escravo, cuja definição legal nem mesmo existe.

É exatamente isso que autorizou todos os brasileiros a imaginar que o Brasil é um país racista, a despeito de contar com o maior número de mulatos do planeta, e de jamais ter sido registrado um único caso de desavença entre negros e brancos por causa da raça, como acontece nos Estados Unidos e na África do Sul.
E é também, graças à força da hegemonia, que ninguém parou para pensar que todas as desavenças já havidas entre negros e brancos, entre nós, iniciaram-se por motivos fúteis, que vão do futebol à briga por ciúmes, muitas vezes regadas a uma boa caninha, nada tendo a ver com a cor da pele, já que também ocorrem da mesmíssima maneira entre indivíduos da mesma raça. Evidente que, depois do que estou escrevendo, nada impede que se fabrique uma briga por causa da raça, com notícias em todos os jornais, para servir de prova do racismo por aqui. Isso nada mais seria do que o intelectual coletivo, agindo para o bem de sua própria causa.

É exatamente essa superação do senso comum que fez com que a maioria acreditasse que as armas de fogo matam mais do que os acidentes de trânsito ou a desnutrição crônica infantil, malgrado os índices infinitamente superiores de mortes por estas duas causas, sem que medida alguma seja tomada para eliminá-las ou diminuí-las, e sem que nenhuma propaganda incisiva seja feita para alardear tais descalabros.
A maciça propaganda do desarmamento foi, portanto, uma mentira descarada, que salta aos olhos dos que realmente os têm. É exatamente isso que fez com que todos odiassem Bush e os norte-americanos e, inversamente, amassem de paixões Fidel Castro, Hugo Chavez, e vissem os terroristas iraquianos como meros resistentes contra o imperialismo americano.
É exatamente isso que permitiu a crença de que João Paulo II era um retrógrado e um genocida, e que Maria Madalena fora amante de Jesus, como descobriu o escritor Dan Brown.
É exatamente isso que fez com que todos pensassem que o Comunismo acabou com a queda do Muro de Berlim e a desintegração da União Soviética, quando na verdade ele está hoje mais vivo do que nunca, principalmente em nosso continente, é só querer ver.
É exatamente isso que faz com que todo mundo se escandalize com assassinatos de fiscais do trabalho, como ocorrido em Unaí, ou de Irmã Dorothy, no Pará, só para ficar em exemplos mais recentes. Essa escandalização foi sutilmente preparada para que todos os despreparados ficassem indignados com tamanha brutalidade, como se esta tivesse sido o resultado de uma reação iníqua à cândida e legal atuação do Estado, ou de ONGs a ele atreladas.
É exatamente isso que permite que aceitemos, como a coisa mais natural do mundo, que se chame chacina a morte de dois ou três sem-terras, enquanto que a morte de dois ou mil fazendeiros continuará sendo chamada de morte, simplesmente.
E tem sido exatamente isso, enfim que permite várias outras opiniões uniformes que não passariam pelo crivo do juízo crítico, caso ele ainda encontrasse forças para entrar em ação.
Mas como encontrar forças com tamanho rolo compressor a aplainar toda e qualquer opinião sobre o que quer que seja?

Daí a facilidade com que chavões do tipo justiça social, cidadania, construção de uma sociedade justa e igualitária, direitos humanos, etc., (que só servem para estimular a velha luta de classes proposta por Marx e Engels em seu Manifesto Comunista de 1848), passaram a habitar o imaginário popular. Afinal, são eles, os comunistas, que não desistem nunca!

A outra técnica Gramsciana, amplamente utilizada pelo PT, é denominada de ocupação de espaços. Já dava mostras tão evidentes de visibilidade entre nós, com a nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT, em todo o território nacional (só para cargos federais), que nem mesmo precisaria ser novamente denunciada. O que faltava, entretanto, era fazer a conexão com a primeira técnica – a hegemonia.

Ora, sabendo que a superação do senso comum é tarefa dos intelectuais orgânicos, importa reconhecer a necessidade de que eles estivessem em toda parte como erva daninha.
Daí a nomeação, pelo intelectual coletivo, para todos os escalões do desgoverno petista (federal, estaduais ou municipais), de pessoas alinhadas com a ideologia do partido.
Não foi à toa que o presidente Lula colocou nos ministérios vários derrotados pelo povo nas eleições estaduais e municipais, como: Olívio Dutra, Tarso Genro, Humberto Costa, além de outros que de há muito estão comprometidos com o Comunismo, inclusive com vinculações internacionais. Basta ver como e o quê aconteceu e acontece no Foro de São Paulo e no Fórum Social Mundial, bem como quem são os seus patrocinadores e entidades integrantes, sabidamente criminosas.

A conclusão é tão lógica e óbvia, que chega a ser surpreendente que a ela ainda não tenham chegado todos os brasileiros, principalmente muitos daqueles que ostentam diploma de doutor e que têm, por isso mesmo, a obrigação moral de alertar seus compatriotas. Só se pode entender sua adesão incondicional às táticas gramscistas por uma de duas razões: ou porque, apesar de doutores, são, na verdade, ignorantes da pior espécie, deixando-se levar por uma esparrela dessa, ou porque estão a serviço da engenhoca. Não há outra explicação!

O Brasil talvez seja o País no mundo onde a estratégia gramscista de tomada do poder utilizada pelo PT, mais se encontra avançada. A eleição de Lula é apenas mais um passo numa estratégia muito mais densa. Basta olharmos com olhos críticos as últimas eleições, para percebemos que tudo não passou de um jogo de cartas marcadas, pois acima da disputa entre os candidatos estava a intenção da esquerda em se manter hegemônica, o que teria acontecido caso a vitória tivesse pertencido a José Serra, a Anthony Garotinho, ou até mesmo a Ciro Gomes.
O Brasil, atualmente, não possui uma oposição política onde impere a pluralidade de idéias, estamos atolados na unanimidade dos desesperados. A prova disto é que a esquerda se radicaliza cada vez mais, transformando seus expoentes sagrados em caricaturas de seus antigos oponentes. Nada pode ser mais patético do que o consenso que existe no País de que Fernando Henrique Cardoso é um neoliberal, ou das afirmações recentes do atual presidente, de que ele nunca se disse de esquerda.

O que é ainda mais demonstrativo do atual avanço da Revolução Gramscista, utilizado pelo PT no Brasil, é que a consciência individual está sendo substituída pela idéia do politicamente correto e do relativismo moral. Os exemplos são gritantes: Sem-Terras armados invadindo fazendas produtivas, e grandes empresas multinacionais de pesquisas são vítimas; fazendeiros ao se defenderem são criminosos; os traficantes que estão incitados numa guerra civil no Rio de Janeiro e São Paulo são vítimas do sistema, sequer chegam a ser culpados; nós, os cidadãos que respeitamos as Leis, também devemos ser um pouco responsabilizados por estes atos (assim nos diz a mídia, todos os dias); os padres que falam contra o aborto e o homossexualismo são monstros comedores de crianças, os ditos freis que, embalados na teologia da libertação, afirmam que Cuba é o paraíso na terra, não importa os dezessete mil mortos, são expoentes máximos da cristandade.

Analisem agora friamente, e com a razão, essa afirmativa: Nenhum presidente na História do Brasil teria se mantido no Poder, se houvesse sido acusado de pelo menos metade das irregularidades e dos crimes cometidos de fato pelo Partido dos Trabalhadores, sob a benemérita liderança do Senhor Luís Inácio Lula da Silva.
Ou, por exemplo, o caso Waldomiro Diniz que é uma gota d’água no oceano; muito mais difícil de explicar são as irregularidades no Programa Fome-Zero, ou os abusos totalitários contra o patrimônio público cometidos por diversos membros do desgoverno Lula (onde até a cadela do presidente passeia de carro oficial tranqüilamente), o caso do Mensalão, amplamente discutido e comprovado em CPI, e devidamente denunciado pelo Procurador Geral da República; o caso de caixa dois do PT (verbas não contabilizadas), e que o próprio presidente, em entrevista, confirmou ser esta uma prática de rotina no Brasil; envio de dinheiro ao exterior de forma ilícita; quebra de sigilo bancário, telefônico e postal, de um simples caseiro que ousou denunciar um Ministro do desgoverno Lula, e as alianças sinistras entre o PT e as FARCS (Colombianas), MIR (Chileno), PCC (Partido Comunista Cubano), ELN (Exército de Libertação Nacional), FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), PRD (Partido da Revolução Democrática), FMLN (Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional), URNG (União Revolucionária Nacional da Guatemala), dentre outros. O que me causa estranheza nestas alianças sinistras é o quase segredo absoluto que impera sobre os fatos ocorridos no Foro de São Paulo, onde não se viu ou vê nenhum comentário mais acirrado da mídia especializada (ou não), ou até mesmo um ato de repúdio de nossas Forças Armadas sobre tais acontecimentos, no mínimo, suspeitos. Parece até que tudo está cor de rosa, neste mar de lamas chamado Brasil!

Qualquer debate hoje no Brasil que envolva a Política Nacional, especialmente após os efeitos da queda do Muro da Vergonha, só pode ser considerado sério se discutido desde o ponto de vista da Revolução Gramscista, não por imposição ideológica, mas por verificação histórica, caso contrário tudo que teremos é um exercício de abstração teórica cujo conteúdo e implicações práticas não terão mais significação que uma discussão acalorada de mesa de bar. Isto é exatamente em que será resumida a essência da intelligenzia nacional, quando todos os brasileiros se tornarem, sob as graças de Antonio Gramsci, intelectuais orgânicos, cuja única verdade é a mentira do partido.

É dogmática ou romantizada a crença de que o homem é um fruto homogêneo de seu meio. Todavia, é deste último que a maioria das pessoas retira seus principais pontos de referência, distinguindo-se como indivíduos em sociedade. Raros são os homens que conseguem olhar dentro de si, e não apenas em sua volta.

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terça-feira, julho 13, 2010

Minha e Nossa Co-geradora

A realidade concreta é uma "expressão" direta de Deus, por assim dizer. No momento em que Ele age "concretamente", como costumamos nos referir à nossa vida neste mundo, temos, de imediato, o Cosmos tal qual o conhecemos. A concretude da vida humana no espaço-tempo é um dos aspectos da expressão divina. Não apenas participamos de Sua Criação como somos o centro dela em sua concepção existencial.

A vinda de Cristo para o mundo "religou" (relegere, de onde deriva a palavra "religião") o homem a Deus não pela ascenção do homem, mas pela infinita humildade de Deus que desceu de sua infinitude para a limitadora finitude humana. A Virgem Maria, sendo criada por Deus e geradora Dele em seu ventre é, ao mesmo tempo, filha e Mãe de Deus; e ao ser concebida pelo Espírito Santo é, também, esposa de Deus. Portanto, se Cristo religa o homem a Deus, Maria é, também, sua via de ligação para com Ele. Não sei se essa via de ligação ocorre porque Maria foi "apenas" o instrumento que Deus precisava para ungir Seu filho em no ventre materno, mas Deus é infinitamente grato a Maria por Ela ter se colocado ao serviço integral de Deus. É aí que mora o poder Dela. Ela é co-participante da descida de Deus a este mundo, sem a qual, pela lógica implícita do plano divino, a vinda de Cristo seria impossível. A Virgem Maria está logo abaixo da Trindade Santa na medida em que é a pessoa mais devota da História na sua entrega total ao próprio Deus que a gerou, que "casou" com Ela e que foi seu filho.

Quando o Grupo São José relata, pela mística cristã, que Maria é co-geradora da vida humana, seus membros querem dizer que Ela não só gerou Cristo mas TODA a humanidade A PARTIR da vinda de Cristo. Vou ser mais claro: depois de Sua asunção, Maria passou a ser, no plano da Transcendência, uma via pela qual o próprio Deus gera a vida humana. Sim, Deus é a fonta da vida, mas Maria participa dessa geração exatamente como gerou Cristo na Terra. Deus e Ela reproduzem o papel, no meu limitado entender, que um casal humano tem neste mundo. Deus não só "casou-se" com Maria no plano espaço-temporal, mas vez dela uma Mãe infinitamente geradora de toda a vida humana no plano da eternidade! Ademais, há relatos místico de Maria ter dado "ordens" à Deus na medida em que se dirigiu a Ele, em situações extremamente específicas, com a palavra "querer". Aí temos de ter extremo cuidado, porque não faz sentido e é ilógico que Maria imponha Sua vontade sobre um Deus onisciente e onipotente. Isso iria de contrário à própria definição de Deus. Portanto, não faria sentido.

Mas me questiono: se Maria coloca Sua vontade em casos muito específicos, não seria porque Ela, revestida de Sol (Deus, a clarividência absoluta), tem acesso à onisciência divina na medida em que Deus permite? E se ela "contraria" Deus, não seria porque há mais planos perfeitos possíveis no plano da realidade humana e transcendente? Em outras palavras: Deus comporta em seu seio, como aspecto de Seu ser, a capacidade de gerar múltiplos planos perfeitos entre-cruzados que NÃO se anulam uns aos outros?

O plano de Deus não só trancende TODA E QUALQUER concepção humana, como é fundamento dela mesma. Maria tem o privilégio eterno e infinito de participar do plano Dele como filha, esposa e Mãe de Deus e, de quebra, de gerar diretamene em Seu seio espiritual toda a vida humana sobre a Terra. Querem Mãe melhor do que essa, que gira o mundo para aconchegar-lhe com o amor infitino? Eu não.

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terça-feira, junho 29, 2010

A era da desinformação

A chamada era da informação, celebrada com o advento da internet e da ênfase em atividades que pressupõem o uso do intelecto, promete mundos e fundos de conhecimento para a humanidade inteira. O messianismo da era moderna clama por um mundo unificado, educado, "avançado" tecnologicamente (nunca gostei desse termo, como se o "atrasado" fosse ruim, não é?) e pacífico.

Mas agora eu me pergunto: onde está o mundo pacífico? O século XX, moderno por excelência, não foi também o século mais mortífero da história humana, com 262 milhões de mortes empreendidas deliberadamente por governos (http://www.hawaii.edu/powerkills/)? Mundo "avançado" é o de hoje, não é? Que apresenta a técnica como a salvação do mundo, que olha com desdém seu passado "obscurantista" e "opressor", que bate com mão de ferro sobre a Igreja Católica, a mesma instituição que criou as universidades, os hospitais, contribuiu para a clarividência com a filosofia escolástica, as artes, a arquitetura, sem falar nas invenções técnicas agrícolas, metalúrgicas e de engenharia. O passado "retrógrado" é o passado que sustenta o presente e a promessa de futuro, já que o momento "avançado" do mundo só é "avançado" porque "avançou" sobre um antigo edifício arduamente construído. (Ainda poderíamos citar constribuições ao direito e à economia que se tornaram sustentos básicos do mundo moderno.)

Na era da informação, onde a promessa messiânica de um futuro glorioso se apóia na perfeição técnica de caráter anti-espiritual, todas as informações referentes ao espírito tendem a ser negligenciadas ou vistas como "excentricidade", ou de "retrógrados", ou de malucos.

Recemente fui testemunha do relato de uma viagem feita por um dos membros do Grupo São José, cujos encontros semanais eu frequento. Independente do conteúdo dessa viagem, um dos relatos mais chocantes foi o testemunho ocular de um milagre coletivo em Medjugorje, na Croácia, seguida pela observação de uma figura humana. O testemunho relata que, numa missa sob chuva, o tempo abriu-se sobre o público presente, e o sol, iluminando a multidão, começou a dançar pelo céu. As pessoas puseram-se a correr, e meu amigo que lá estava (e que não é nenhum ingênuo incrédulo) saiu desesperado de volta para o hotel. Em seguida à dança do sol, a imagem da lua contornada por doze estrelas se fez presente, como se novamente os astros estivessem à literal mercê da Vontade Divina. E todo mundo viu. E todo mundo foi testemunha, exatamente como a multidão que, a um final de tarde, se põe a admirar o pôr-do-sol. Repito: meu amigo foi testemunha ocular de uma milagre coletivo. Qualquer coincidência com Fátima não é mera coincidência.

Agora eu me pergunto: onde estava a imprensa mundial naquele momento? Onde estavam os jornalistas tão ávidos de investigações misteriosas? Onde estava a CNN, a Rede Globo, a BBC, os grandes jornais e redes de TV? Hã? Em plena era do conhecimento, foi necessário que os meios de comunicação se tornassem complexos demais para que os grandes veículos não abafassem acontecimentos de grande envergadura com os vistos em Medjugorje. E ainda assim o resultado é trágico: a grande maioria da população mundial provavelmente têm acesso às grandes redes, mas não tanto aos pequenos contatos como a internet. Se o mundo está empenhado, em parte por ignorância (a mesma que "esqueceu" das grandes obras da Igreja), em parte por malícia demoníaca, a sufocar os sinais lançadoas pela Transcendência literalmente na cara do homem, então não há Cristo que nos salve. Afinal, é parte do plano divino a intocabilidade do livre-arbítrio humano, que se manifesta não pelas ações e pensamentos, mas pela atitude espiritual com relação a própria existência. Numa analogia, é aquilo que Viktor Frankl fala como uma atitude perante a vida: um sentimento de abertura e aceitação da vida tal qual se apresenta e que é independente à liberdade física de se fazer o que se quer.

Se o homem realmente não quiser se deixar tocar nem mesmo pelos milagres gritantes de Medjugorje (creio que só faltam as pedras berrarem nas ruas de Nova Iorque), então as coisas tenderão a se tornar mais críticas. E aí haverá choro e ranger de dentes.

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